Workshop sensibiliza gestores do HMUE sobre a importância do profissional PCD

Dando prosseguimento à iniciativa de promover a entrada de pessoas com deficiência (PCD) no mercado de trabalho, a Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, gestora do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), promoveu o Workshop sobre Atuação do PCD no Ambiente Hospitalar na unidade em Ananindeua (PA), na última terça-feira, 17/10.

Voltado para os gestores da unidade, a atividade contou com palestra da representante da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Pará (ABRH-PA), Esmeralda Mota. O workshop é uma Ação do Bem, projeto realizado em comemoração aos 50 anos de atuação da Pró-Saúde, gestora do HMUE sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

A profissional destacou em sua fala a importância da inclusão do PCD no ambiente de trabalho, além da necessidade do entendimento do potencial desses profissionais. “Precisamos sensibilizar as organizações para que o PCD não seja visto como coitadinho, nem como profissional voltado para cumprir a lei de cotas”, disse.  

Esmeralda relatou sua experiência pessoal como mãe de PCD. Ela é mãe de um jovem com deficiência auditiva, dificuldade que o acompanha desde a infância. A profissional contou que a deficiência nunca foi barreira para o rapaz, que chegou à universidade e se graduou em Administração de Empresas. “Hoje em dia meu filho trabalha em uma empresa multinacional e é um profissional importante dentro de sua organização. Isso só ocorreu porque nunca o encarei como diferente”, disse.

A palestrante encorajou os gestores do HMUE a enxergarem o potencial do profissional com deficiência. “O PCD é um profissional que tem potencial para somar e potencializar a empresa da qual fizer parte”, disse.

Gestora do Serviço de Protocolo do Paciente (SSP), Graziela Camelo, elogiou a iniciativa da unidade. “Foi uma atividade muito importante, uma lição para todos nós. Percebemos que a deficiência não impede ninguém de fazer nada. Eles têm muita força”, disse.

Ao final do workshop, a cantora Geysa Karolina Rodrigues apresentou duas canções aos gestores do HMUE. Após cantar “Aquarela”, composição de Toquinho, a jovem falou de forma poética sobre como os cegos enxergam as cores. “Para o cego, todo dia tem uma cor diferente. Hoje o dia está azul”, sorriu.

A coordenadora de Gestão de Pessoas do HMUE, Renata Dolzane, falou do propósito transformador do convívio com PCDs. “O PCD nos mostra que temos potencial além do que imaginamos. Conto com vocês, gestores e coordenadores, para que possamos fazer essa transformação”, disse.

Esta é a segunda atividade do HMUE com temática sobre pessoa com deficiência. Em agosto, representantes da Gestão de Pessoas da unidade estiveram na Associação Paraense de Pessoas com Deficiência (APPD), em Belém (PA), para o recebimento de currículos e orientação sobre entrevista de emprego.

Incentivo

A chamada Lei de Cotas prevê que empresas com mais de 100 funcionários reservem de 2 a 5% das vagas de seu quadro de colaboradores para os PCDs. Com a orientação, a lei garante que as pessoas com deficiência voltem a fazer parte da sociedade. Dados do ano de 2015, da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), aponta que 403.255 novas vagas foram criadas para PCDs no país.

De acordo com o Ministério do Trabalho, a maior adaptação que a empresa deve ter para receber um PCD é comportamental, sensibilizando gestores e colaboradores para lidar com as diferenças, já que as equipes terão aprendizados sobre inclusão e cooperação. No que diz respeito ao desempenho profissional, a pessoa com deficiência pode ter a produtividade igual ou superior à média dos demais trabalhadores de uma empresa ou instituição.

Na Pró-Saúde todas as vagas abertas são destinadas a pessoas com deficiência. Para concorrer a uma oportunidade na entidade, basta cadastrar o currículo no portal de carreiras no endereço www.prosaude.org.br/trabalheconosco. No caso de pessoa com deficiência, o currículo deve ter anexo o laudo médico, a ser obtido com profissional do Sistema Único de Saúde (SUS) ou particular com o CID da deficiência.

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