Workshop reforça Segurança do Paciente com atividades lúdicas e interatividade

Concentrado e de olhos atentos, o oficial de Manutenção do Hospital Regional da Transamazônica (HRPT), Gilberto Santos, acompanha o circuito montado no hall dos elevadores. Ele acompanha, estande após estande, o que e como devem ser trabalhadas as seis metas internacionais de Segurança do Paciente. “Aprendi bastante. É muito importante que todos os colaboradores saibam das metas. Não trabalho diretamente com os pacientes, mas saber de todo o processo realizado, desde a sua entrada no Hospital até a alta, faz com que sejamos multiplicadores dessas informações”, analisa o colaborador. 

A segurança do paciente é um item fundamental nas atividades hospitalares e faz parte da rotina diária das equipes do HRPT, gerido pela Pró-Saúde Associação de Assistência Social e Hospitalar, em Altamira (PA). Para sensibilizar os colaboradores e fortalecer essa prática, a Unidade realizou o II Workshop de Segurança do Paciente. 

Durante a ação, coordenada pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP) e realizada por uma equipe multidiscliplinar, foram abordadas as seis metas internacionais de Segurança do Paciente, de forma lúdica e interativa. A criatividade foi a palavra chave. “Tivemos equipes que fizeram simulados, utilizando bonecos, outras que trouxeram o instrumental cirúrgico para apresentação. Então o profissional lá da guarita, por exemplo, passou a conhecer o processo todo e como a ação dele, da primeira identificação do paciente, impacta nas demais”, explica o gerente do NQSP Daniel Johann.  

A diretora de Enfermagem, Luciane Madruga, avalia o projeto como de fundamental importância para a instituição. “A proposta foi sair daquilo que fazemos constantemente em treinamentos e montar os estandes como se fosse uma feira mesmo. O que mais me impressionou foi a criatividade dos nossos colaboradores, que foram além da orientação e teoria, buscaram essa caixa lúdica e despertaram o envolvimento. Essa mudança de comportamento, a humanização e a empatia trazem uma ressignificação sobre o que é a segurança do paciente”, enfatiza a diretora. 

Programação

A programação incluiu sessão de cinema, com direito a pipoca e refrigerante. Tudo para explicar, por meio de cenas engraçadas de um desenho animado, mas relacionadas ao ambiente hospitalar, diversas falhas assistenciais. Em seguida, os colaboradores fizeram o percurso das seis metas.

O grupo responsável pela apresentação da segunda meta – Melhorar a comunicação entre profissionais de saúde, trouxe uma dinâmica interessante. Eles utilizaram itens como radiocomunicadores para disseminar a importância dos métodos Sbar e Readback, metodologias lógicas de comunicação e informação, utilizadas com sucesso por hospitais em todo o mundo. “Escolhemos trabalhar com a nossa prática do dia a dia, com situações ligadas à nossa realidade, não só na assistência, mas também a rotina de manutenção, mostrando que todos têm suma importância. A falta de comunicação pode levar pacientes a situações graves ou até mesmo à óbito, seja por não comunicação de um resultado crítico ou um simples chão molhado”, analisa a coordenadora do Laboratório, Alinne Colombelli.

Entre os estandes que se destacaram estava a cabine “A Hora da Verdade”, sobre a quinta meta: Higienizar as mãos para evitar infecções, montada pela equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). Com o auxílio de uma luz negra, quem visitou a cabine pôde visualizar os microorganismos presentes nas mãos, uma forma eficaz de sensibilizar para a prática correta de higienização das mãos.

A equipe também fez uma palestra. “Procuramos algo inovador. Para elaborar tudo, pegamos dados da própria instituição e utilizamos em forma de frases. Colocamos como exemplo pessoas com elo afetivo com os colaboradores, como pai, mãe, esposa, filhos no lugar do paciente, para que assim eles pudessem refletir. Alguns até se emocionaram”, conta Rayanne Lopes, enfermeira do SCIH.

As seis metas internacionais de Segurança do Paciente envolvem a identificação correta do paciente, melhorias na comunicação entre os profissionais de saúde e na segurança durante a prescrição de medicações, realização de cirurgia segura em local correto, higienização das mãos para evitar infecções e avaliação de pacientes em relação ao risco queda e úlcera por pressão. 

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