Voluntários da pesquisa vírus zika participam de capacitação em Jundiaí

Cerca de 15 novos voluntários do projeto de pesquisa “Infecção vertical pelo vírus zika e suas repercussões na área materno-infantil”, participam de capacitação nesta terça-feira, dia 17. A pesquisa é desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) e Hospital Universitário (HU), em parceria com a USP (Universidade de São Paulo). Atualmente o projeto conta com 30 voluntários, mas necessita de 80.

Durante a capacitação os voluntários são instruídos sobre o desenvolvimento do vírus zika, complicações, o mosquito transmissor, a diferença entre zika, dengue e chikungunya e outros aspectos gerais relevantes para o desenvolvimento das atividades dentro do projeto. Depois são orientados de forma minuciosa sobre as atividades que irão desenvolver, tais como fazer a triagem de gestantes, contato telefônico semanal, o monitoramento de gestantes e bebês, preenchimento de formulários, tabulação de dados e muito mais.

O trabalho voluntário é desenvolvido no próprio HU, em Jundiaí, pelo período de quatro horas semanais. O interessado é que define qual o melhor período para ajudar (manhã, tarde ou noite). Podem ser voluntários: estudantes, profissionais já formados na área de saúde ou em outras áreas, aposentados, donas de casa e todos que tiverem interesse em colaborar. A idade mínima é 18 anos. As inscrições devem ser feitas pelo telefone (11)4527-5700 ramal 820.

 

A pesquisa

O projeto “Infecção vertical pelo vírus zika e suas repercussões na área materno-infantil” foi iniciado em março de 2016, por meio da FMJ e HU, em parceria com a USP. Com esta iniciativa, Jundiaí passou a integrar um dos 28 polos de pesquisa do vírus zika no estado se São Paulo. A ação reúne 600 mães e 250 bebês. O principal objetivo é investigar a transmissão do zika em gestantes e suas repercussões nas crianças. As mães realizam exames de sangue, saliva e urina e são acompanhadas semanalmente. O desenvolvimento dos bebês é monitorado por três anos. Além de pesquisadores, o projeto conta com médicos, profissionais da saúde e principalmente de voluntários. Todo o trabalho deve ser concluído em 2020 e será utilizado pelo Brasil e outros países do mundo para esclarecer todas as dúvidas que ainda existem sobre as doenças causadas pelo Aedes aegypti.

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