Simulação de acidente fecha ações do Maio Amarelo no Metropolitano

Uma aposta na conscientização por meio da educação. Assim foram as ações do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) durante o Maio Amarelo. A unidade atuou em conjunto com parceiros para sensibilizar a comunidade da região metropolitana de Belém (PA) para as sequelas que os acidentes de trânsito podem deixar.

Nesta quarta-feira, 31/5, a instituição participou da simulação de acidente de trânsito com múltiplas vítimas promovida pela Cruz Vermelha Brasileira no Estado do Pará. O exercício contou com a participação de 50 voluntários da Cruz Vermelha, que encenaram situações com motocicleta e carro. Nos dois momentos, foram mostrados procedimentos de socorro às vítimas, como a retirada de dentro de veículos e estabilização do acidentado.

Os profissionais do programa de Residência Multidisciplinar do HMUE participaram da ação distribuindo material educativo do programa “Direção Viva” e dando explicações sobre o tipo de tratamento necessário em caso de acidente de trânsito. 

O residente de Terapia Ocupacional do HMUE, Lucas Muniz, afirmou que ao levar educação no trânsito à comunidade, a unidade contribui com o trabalho de redução de acidentes. “Estamos habituados a esta realidade no Hospital Metropolitano. Os pacientes chegam em estado gravíssimo e acabam tendo sequelas que vão levar para o resto da vida, que vão interromper seu cotidiano. Com as ações de prevenção, podemos amenizar esses números. Podemos conscientizar as pessoas para o que elas podem perder caso esses acidentes aconteçam”, afirmou.

O gestor operacional da Cruz Vermelha no Pará, Carlos Moraes, acrescenta que muitos acidentes de trânsito podem ser evitados. “A maioria acontece por imprudência, imperícia ou mesmo irresponsabilidade. Queremos que as pessoas levem a educação no trânsito em consideração e lembrem que existem outras pessoas morrendo no trânsito”, disse.

Durante o mês de maio, o programa “Direção Viva” levou ações de conscientização por meio do Hospital Metropolitano a diversos públicos na região metropolitana de Belém, em razão do movimento Maio Amarelo, que chama a atenção da sociedade para os altos índices de mortes no trânsito. O programa esteve na Universidade da Amazônia, no shopping Castanheira, Instituto de Ensino de Segurança Pública do Pará (Iesp) e Escola Municipal República Portuguesa, em Belém.

Desenvolvido pela Pró-Saúde, o programa conscientiza a comunidade sobre as sequelas oriundas de traumas por acidentes de trânsito. A ação é realizada de maneira contínua e envolve profissionais de diversas especialidades, propiciando a discussão do tema sob ângulos distintos. “Acreditamos que, para nossa população ter qualidade de vida, é preciso compreender os riscos a que nos submetemos diariamente. E isso ocorre quando fazemos educação em saúde. Por isso, implantamos o ‘Direção Viva’ nas unidades e, assim, trabalhamos a prevenção em saúde, por meio da educação e disseminação de informação. Queremos reduzir o número de sequelas causadas pelos acidentes de trânsito, e isso só será possível se reduzirmos esses eventos”, revelou o diretor Operacional da Pró-Saúde no Pará, Paulo Czrnhak.

As atividades do programa são desenvolvidas nos hospitais públicos gerenciados pela Pró-Saúde no Pará. As quatro unidades recebem 90% das vítimas de trauma de média e alta complexidades no Estado.

Entre os anos de 2014 e 2016, foram realizados mais de 35 mil atendimentos a pacientes vítimas de acidentes de trânsito no Hospital Metropolitano, no Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, no Hospital Regional do Sudeste do Pará, em Marabá, e no Hospital Público Estadual Galileu, em Belém.

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