Pró-Saúde e RV&A participam de debate sobre estratégias de comunicação em encontro no Pará

Um dos maiores desafios do profissional da Comunicação, que se torna assessor de empresas e instituições, é dar visibilidade ao cliente e torná-lo referência na área em que atua. O olhar apurado para o que é de interesse público, a criatividade, a credibilidade e o bom relacionamento com a imprensa são fundamentais nesse processo. A dica foi dada pelos jornalistas, Ricardo Viveiros e André Mascarenhas, durante a oficina 'Como vender minha pauta para a imprensa?', realizada no Encontro de Comunicação Pública do Pará – Publicom 2017, em Belém (PA), nos dias 14 e 15/11.

Coordenadora de Comunicação da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar no Pará, Ana Maria Negreiros, mediou a oficina e comentou os  cases da entidade que receberam destaque na mídia nacional e internacional, como a gravação de atendimentos complexos realizados pelo Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém (PA), um dos nove hospitais gerenciados pela entidade no Estado. Os casos foram divulgados pela Discovery Channel na série 'Meu corpo, meu desafio', em 2016 e ainda estão sendo veiculados em vários países, este ano.

Para a jornalista, é preciso ter perspicácia para tornar a rotina da assessoria em um celeiro de pautas. 'A Pró-Saúde defende a transparência nas relações com a sociedade. Por isso, investe no processo de comunicação, para que todos possam ter acesso à informação. Poder apoiar a realização do Publicom é importante para entidade, por ser na troca de experiências entre profissionais e estudantes, que novos capítulos de uma comunicação eficiente são escritos. Estamos honrados em contribuir', afirmou ela. Na plateia, parte da equipe de assessores da entidade no Pará acompanhou o debate.

Já o presidente da Ricardo Viveiros & Associados (RV&A), uma das dez maiores agências da área no País, Ricardo Viveiros, incentivou os assessores de Comunicação presentes a darem vazão ao seu lado jornalista. “Embora o assessor de imprensa não seja, na prática, jornalista, pois tem como prerrogativa defender o ponto de vista de seu cliente, ele deve ter o espírito do jornalista no sentido de ser curioso, insatisfeito e criativo. Afinal, assim como reportagens mornas e sem graça não têm destaque no jornal, na TV, no rádio, na revista ou na web a pauta com o ‘mais do mesmo’ não convence os colegas da imprensa. O bom assessor é aquele que entende a linguagem da cada veículo e se esforça sempre para transformar assuntos corriqueiros em matérias extraordinárias e de grande destaque na mídia, gerando valor e imagem positiva para seus clientes', argumentou o jornalista.

Para o diretor de Operações da RV&A, André Mascarenhas, é importante que o assessor de imprensa conheça em profundidade seus clientes e as áreas em que eles atuam, para criar oportunidades de exposição que tragam retorno de imagem positivo. 'Acho fundamental estar atento às tendências de mercado e ao noticiário para enquadrar os assuntos que são de interesse dos clientes em um frame que desperte o interesse dos colegas da mídia, que estão sempre em busca do que é relevante, único e curioso. Uma das tendências que vemos hoje no noticiário, depois de anos de profunda recessão, é a busca por notícias positivas e que reflitam o que o Brasil e o brasileiro têm de melhor”, afirmou André.

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