Pará avança com a Classe Hospitalar para atender crianças e adolescentes internados em tratamento

Uma homenagem para comemorar a data alusiva ao Dia do Professor, no dia 15/10, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), foi também a oportunidade para celebrar o programa de Classe Hospitalar, que recentemente foi regulada na legislação brasileira. Este método de ensino é aplicado em Unidades de Saúde do Pará para que os pacientes em fase escolar não interrompam os estudos devido o tempo de permanência em Hospitais. 

A Classe Hospitalar despertou a atenção do Ministério da Educação (MEC), que realizou uma visita ao HMUE para mapear as classes hospitalares do Pará, em abril deste ano, o que se tornou uma lei, sancionada no dia 24 de setembro, proporcionando estender essa metodologia para outros Estados. 

Neste avanço, fica assegurado o atendimento educacional ao aluno da educação básica internado para tratamento de saúde em regime hospitalar ou domiciliar por tempo prolongado, conforme dispuser o Poder Público em regulamento, na esfera de sua competência federativa.

De acordo com a coordenadora Psicossocial e de Humanização do HMUE, Arlene Pessoa, o paciente chegava a pensar que por estar em tratamento, não seria preciso estudar. “A Classe Hospitalar muda a cabeça deste usuário, os professores usam uma metodologia diferenciada da escola e conseguem envolver a criança e ao adolescente nos ensinamentos e, consequentemente, a gostarem do ensino oferecido”, explica. 

A pedagoga da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Ilma Pinheiro Gomes, conta que atende a Classe Hospitalar do Metropolitano há dois anos. Ela lembra que foi exatamente em 2001, no Estado do Pará, por incentivo da própria Secretaria – que notou a necessidade de atender os pacientes em fase escolar, com estado de adoecimento. “Foram várias lutas de professores que se sensibilizaram e, isso, só fez fortalecer a proposta e, assim, aplicar a Classe Hospitalar em mais hospitais do Pará”, recorda.

Ilma reforça que apesar da existência da Classe Hospitalar, não tinha uma lei que amparasse. “Diante de encontros nacionais, debates, congressos em várias regiões do Brasil, em defesa da Classe como lei, foi que aqui no Pará, foi feita uma visita de um representante do MEC”, enfatiza a pedagoga.

Homenagem 

Os professores da Classe Hospitalar do HMUE foram homenageados na manhã, do dia 16/10, pelo trabalho de atendimento pedagógico educacional que favorece as crianças e os jovens hospitalizados na Unidade, a dar continuidade à construção do conhecimento.

O diretor Hospitalar do Metropolitano, Itamar Monteiro, prestigiou o momento junto com alguns representantes da Seduc. “A educação é a base de tudo, se não tiver, como será o nosso futuro? É muito importante este trabalho desenvolvido pelos professores no Hospital, o que beneficia os nossos pacientes”, comenta.

A pedagoga da Seduc, Maria Odenir Felix da Silva, atua há 7 anos no HMUE e ficou surpresa com a homenagem. “Sempre fomos valorizados aqui e bem vistos e respeitados. Nosso trabalho sempre foi visto com bons olhos. Essa homenagem nos impulsiona a fazer cada vez melhor”, contenta. 

Os representantes da Seduc foram recepcionados com um café da manhã especial e receberam uma singela lembrança em reconhecimento ao papel exercido dentro da Unidade de Saúde, gerida pela Pró-Saúde Associação de Assistência Social e Hospitalar. 

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