Pacientes do Hospital Municipal recebem peças confeccionadas na oficina de crochê da UNICAFISIO

Os pacientes e acompanhantes do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes receberam, nesta sexta-feira (07/07), os artigos produzidos pela oficina de crochê da UNICAFISIO (Unidade Clínica de Fisioterapia e Reabilitação). A doação do material foi realizada em parceria com a Associação do Voluntariado de Mogi das Cruzes. 

Vinte e cinco pacientes da UNICAFISIO, todos eles com idade superior aos 60 anos, foram os responsáveis por confeccionar as 83 peças doadas, entre cachecóis, toucas e golas falsas. A produção teve início em janeiro. 

O secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, acompanhou a entrega. “Tudo aqui foi feito com muito carinho. A UNICAFISIO é um exemplo de como Mogi  espeita os idosos. O trabalho feito na unidade é exemplar. A entrega para os pacientes do Hospital Municipal mostra como levamos a humanização e o acolhimento a sério”, elogiou.

A presidente da Associação do Voluntariado, Mara Bertaolli, ressaltou que a entrega das peças é uma grande prova de amor. “O carinho colocado durante a confecção será revertido em dobro. Basta ver o rosto das pessoas que vão recebê-las”, disse. A Associação preparou um café da manhã para recepcionar os idosos da UNICAFISIO. 

A entrega do material foi considerada uma espécie de formatura. Muitos dos alunos da oficina aprenderam a fazer o crochê durante as aulas. Suelena da Silva Bastos, de 63 anos, foi uma dessas que não “sabia pegar na linha”. “Até os meus filhos falam que jamais haviam imaginado eu fazendo crochê, mas, com a ajuda da equipe da UNICAFISIO, aprendi e já fiz cachecol para todo mundo lá em casa”, disse.  Mais do que aprender a fazer crochê, Suelena comemora as novas amizades feitas. “Se apreendi algo que nunca havia imaginado é porque me senti em casa”, afirmou.

Único homem na oficina de crochê, Paulo Rodrigues Alves, 61, comemora o fato de ter aprendido a costurar sem nenhum tipo de preconceito. “Comecei a frequentar a oficina por curiosidade e quando fui me dar conta, já estava fazendo toucas e outras peças”, afirmou

A oficineira Solange Cardoso Pereira ressaltou que além da sociabilização que a oficina proporciona, os idosos exercitam a parte motora durante as aulas. “As turmas acabam se tornando uma grande família. Um ajuda o outro, não apenas para realizar as tarefas passadas nas aulas, mas até mesmo em questões pessoais”, contou.    

E a alegria também contagiou quem recebeu o material. O cabeleireiro Nelson Rodrigues garantiu que a sensação em ser bem tratado no Hospital Municipal foi tamanha, que o motivou a ser voluntário. “Em toda minha vida, nunca fui tão bem acolhido”, garantiu.

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