Oncológico Infantil capacita colaboradores em atendimento humanizado

Foram três ou quatro perguntas sobre a noite de sono do filho e uma promessa de retorno logo que ele acordasse. Assim começou o dia de Graciete Ferreira, que acompanha há um ano, o filho K.S.F, de oito anos, em tratamento no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo. “A gente percebe esse carinho com todos que estão aqui, algo que nos dá força para continuarmos”, contou Graciete.

As visitas de médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais fazem parte da rotina de atendimento aos pacientes em tratamento no Oncológico Infantil. Foi pensando em melhorar esse contato diário, que o hospital gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), realizou na última semana, a Oficina de Atendimento Humanizado para os colaboradores. 

Nesta que foi a primeira das três oficinas sobre o tema que serão realizadas até o final do ano, 75 colaboradores que atuam no atendimento assistencial puderam compartilhar experiências de trabalho e discutir sobre a melhoria do atendimento ao usuário. “Os colaboradores que estão nessa área mantém contato diário com nossas crianças. Então, buscamos ouvi-los e entender o que eles sentem no dia a dia, mostrando alternativas que podem ser usadas para ampliar a qualidade desse atendimento”, explicou a coordenadora de Humanização no Oncológico Infantil, Paula Viana. 

Uma das alternativas apresentadas para essa melhoria foi o kit do Projeto Dódoi, iniciativa do Instituto Mauricio de Sousa e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), que distribui bonecos da Turma da Mônica e materiais didáticos sobre o câncer, para hospitais oncopediátricos do país. No Oncológico Infantil, o material é utilizado desde 2017 e mais de 100 kits foram distribuídos.

K.S.F é uma das crianças que ganhou o kit logo que iniciou o tratamento. “Ele gostou de tudo, das revistinhas, dos jogos, mas o boneco é o preferido. Só dorme se for com ele”, conta a mãe, enquanto o filho ainda dorme.

Técnica de enfermagem há dois anos no Oncológico Infantil, Glaucinara Roque foi uma das colaboradoras que participou da oficina. Para ela, é esse cuidado diferenciado que faz diferença no tratamento. “Estamos com eles diariamente e sabemos as dificuldades do tratamento. A gente vê as crianças fazendo curativos, dando banho nos bonecos, reproduzindo o atendimento que recebem. Isso nos ajuda a entender o que eles estão sentindo e mostra a importância do projeto e desse atendimento humanizado”, disse Glaucinara.  

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