Oncológico Infantil ampliou atendimento a crianças e adolescentes de municípios do interior

Primeira unidade hospitalar da região Norte referência no tratamento e diagnóstico de câncer em crianças e adolescentes, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, completa um ano de inauguração nesta quarta-feira, 12/10. De dezembro de 2015 a setembro de 2016, a instituição realizou mais de 105 mil exames, 45.187 atendimentos com a equipe multiprofissional, 3.948 consultas médicas, 764 internações e 168 cirurgias.

Mais de 70% dos pacientes atendidos na unidade são de fora da Região Metropolitana de Belém, a exemplo da adolescente S.C.S.C., de 16 anos, uma das primeiras a ser admitida quando o hospital iniciou o atendimento. Ela e a mãe, Edith Soares Cardoso, são de Abaetetuba, município que fica a 122 quilômetros da capital paraense, e há mais de um ano enfrentam, juntas, o tratamento da doença. “Minha filha foi uma das primeiras pacientes daqui. No mesmo dia que a unidade começou a funcionar, ela estreou a cama nova e os edredons”, lembra a usuária. Para ela, a qualidade do atendimento é um dos diferenciais do hospital. “No Oncológico Infantil existe qualidade no serviço e humanização. Os médicos realmente se dedicam aos seus pacientes, assim como cada funcionário, desde a limpeza até a direção”, relata.

Outra mãe que acompanha o filho na unidade é Cinthia Portilho. No início de outubro, depois de seis meses de internação, Y. A. P., de seis anos, foi liberado para ir para casa. Ele continuará o tratamento na unidade, com consultas regulares e sessões de quimioterapia. “Eu digo que o meu filho é um milagre de Deus. Até eu que sou mãe pensei que ele não iria resistir, mas os médicos falaram que ele iria conseguir e que eu não deveria desistir. Eles correram contra o tempo mesmo para ajudar o meu filho e agora ele recebeu alta”, contou a mãe, alegre, após ser informada que o filho receberia alta hospitalar.

Segundo a diretora Geral do Oncológico Infantil, Alba Muniz, além de garantir atendimento humanizado ao paciente e seus familiares, a unidade também significou um avanço no diagnóstico precoce de novos casos no Pará, uma vez que disponibilizou à população paraense estrutura técnica e recursos humanos especializados neste tipo de atendimento. Com isso, desde que foi inaugurada, 204 novos casos de câncer já foram atendidos no hospital.

“Há uma rede de regulação muito rápida para que lá em São Félix do Xingu, lá em Medicilândia, lá em Bragança ou lá em Paragominas, onde for, se tiver suspeita de câncer infantojuvenil e for descartada uma doença simples, a criança é trazida para cá para confirmar o caso. E tudo o que precisar, seja exame, avaliação de especialista, o que for, a gente se compromete com ela. Não tem que sair daqui pra fazer nada. O que ela precisar e não tiver aqui é a gente que busca”, argumenta a diretora.

Estima-se que 70% das crianças e adolescentes podem ser curados se o diagnóstico ocorrer no estágio inicial da doença. Os tipos mais comuns nessa faixa etária são leucemias e linfomas.

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