Monsenhor Marco Eduardo Jacob Silva: primeiro mês de falecimento

Monsenhor Marco Eduardo Jacob Silva nasceu em 13 de agosto de 1965, na cidade de São Gonçalo do Sapucaí, em Minas Gerais, dentro da circunscrição eclesiástica da Diocese da Campanha. Filho do Senhor Marco Antônio Jordão e da Professora Wanda Jacob Silva, tem uma irmã: Francine Jacob Silva, e como sobrinhas Marcela e Lorena.

Os seus estudos de primário, ginásio e colégio foram na Escola Estadual Marciano Ferraz, na cidade de São Gonçalo do Sapucaí.

Foi enviado pelo Cônego Arnaldo Jerônimo da Costa, musicista e maestro, então Pároco da Paróquia de São Gonçalo do Amarante, para o Seminário da Diocese da Campanha. Na Diocese da Campanha frequentou o Curso de Filosofia, no Centro de Estudos Eclesiásticos, em Três Corações. Pela mesma Diocese da Campanha foi enviado para cursar a Teologia, no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté. No fim do seu curso de Teologia, a convite de Dom Antônio Affonso de Miranda, Quinto Bispo da Diocese de Taubaté (1981-1996), depois de ter sido Administrador Apostólico da Diocese da Campanha e Bispo Coadjutor de Dom Othon Motta (1978-1981), passou para a Diocese de Taubaté.

Dom Antônio Affonso de Miranda, SDN, Bispo Diocesano de Taubaté, em 29 de setembro de 1989, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Taubaté, SP, ordenou diácono o seminarista Marco Eduardo Jacob Silva.

O mesmo Dom Antônio Affonso de Miranda, SDN, lente em direito canônico e magno pastor do Rebanho de Taubaté, SP, em 12 de maio de 1990, no Santuário Diocesano de Santa Terezinha, em Taubaté, promoveu ao ministério presbiteral o Diácono Marco Eduardo Jacob Silva.

Desde a sua ordenação até a tomada de posse do sétimo bispo de Taubaté, o Monsenhor Marco Eduardo Jacob Silva foi Cerimoniário do Sólio Episcopal, passando por todos os abençoados episcopados de Dom Antônio Affonso de Miranda e de Dom Carmo João Rhoden. Preparou, com esmero e com brilho espiritual, a posse do sexto e do sétimo bispos de Taubaté, o que demonstrava o brilho de sua liturgia.

O seu primeiro ofício eclesiástico, aquele que marcou profundamente a sua vida ministerial, foi de Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, em Pindamonhangaba, SP, tomando posse em 10 de março de 1991. O seu longo e fecundo paroquiato estendeu-se até o dia 20 de abril de 2001, sendo uma unanimidade na cidade de   Pindamonhangaba, SP, amado por todos os cidadãos desta cidade, por todos conhecido pura e simplesmente como Padre Marquinho.

Nesse abençoado período em Pindamonhangaba, SP, Dom Pierre Mouallen, Eparca Greco-Melquita no Brasil, nomeou como Pároco da Paróquia Greco-Melquita, no âmbito da Diocese de Taubaté, SP.

Foi nomeado Ecônomo da Diocese de Taubaté, SP, de janeiro a junho de 2001. Foi Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, de abril a outubro de 2001.

Promovido para Pároco e Reitor tomou posse da Paróquia Bom Jesus, em Tremembé, SP, tomando posse em 07 de outubro de 2001. Aos pés da imagem barroca e histórica do Senhor Bom Jesus, em Tremembé, ficou até o dia 20 de junho de 2003.

Dom Carmo João Rhoden, SCJ, sexto Bispo Diocesano de Taubaté, ornou a Sé Catedral de São Francisco das Chagas, a 21 de junho de 2003, nomeando o então Cônego Marco Eduardo Jacob Silva como seu pároco. Na Igreja Mãe de Taubaté, como Pároco e Cura, revolucionou a ação evangelizadora daquela Paróquia e renovou, materialmente a Catedral com uma ampla e necessária reforma, louvada por todos os cidadãos de Taubaté e por todos os diocesanos. Na Catedral foi pároco até a sua morte, depois de uma longa doença, em 02 de abril de 2018. Seu corpo saiu da Catedral, depois das exéquias solenes, em 03 de abril de 2018, sendo inumado no Cemitério Municipal de São Gonçalo do Sapucaí junto aos restos mortais de seus pais Marco Antônio e Professora Wanda.

Dois fatos devem ser considerados: o primeiro às 11hs, no dia 02 de abril de 2018, quando o Padre Marquinho entregava a sua alma a Deus, quem passava por fora da Catedral de Taubaté, sentia um perfume de rosas, delicadeza de Santa Terezinha para aqueles que entram no céu. O segundo: a multidão de fiéis, nunca antes vista em Taubaté, de fiéis que quiseram beijar aquelas mãos abençoadas que tantas vezes abençoou os fiéis, perdoou os pecados, ministrou o batismo, concedeu a primeira Eucaristia, celebrou os sacramentos e encomendou os fiéis defuntos. O ministério de Padre Marquinho foi em favor do povo de Deus, ao qual ele gastou a sua vida plenamente, como exemplar sacerdote do Altíssimo.

Em 04 de outubro de 1994, o quinto bispo diocesano de Taubaté, o grande Dom Antônio Affonso de Miranda, SDN, inscreveu o nome do Padre Marco Eduardo Jacob Silva como Cônego Honorário do Venerável Cabido Diocesano de Taubaté. O mesmo doutor angélico, Dom Antônio Affonso de Miranda, SDN, pastor que deixa saudades pela delicadeza em nosso meio, em 05 de abril de 2007 promove o Cônego Marco Eduardo Jacob Silva para o ofício de Cônego Catedrático do Cabido Diocesano.

O Papa Bento XVI, em 03 de maio de 2007, reconhece os méritos pastorais de Cônego Marco Eduardo Jacob Silva inscrevendo o seu nome entre os capelães pontifícios, concedendo-lhe o título de Monsenhor.

Monsenhor Marco Eduardo ou, para todos os que o conheceram, pura e simplesmente Padre Marquinho foi um grande liturgista. As celebrações litúrgicas que o tinham como cerimoniário eram pautadas pelo esplendor da liturgia católica e pela dedicação no desenvolvimento de celebrações que nos levavam ao encontro com Deus, o mistério celebrado manifestava a beleza de sua alma e a grandeza de seu coração. Esse amor a liturgia, ele bebeu nas fontes do Cônego Arnaldo Jerônimo da Costa, grande liturgo que encantou a sua juventude, pautada pela música, pela arte, pelo belo, pelo puro, pelo santo, pelo angélico.

Devotíssimo de Nossa Senhora de Fátima, carregava desde a sua infância terna e amada, presente de sua amada mãe, Professora Wanda, uma imagem da Virgem Maria a quem consagrou a sua vida e a quem ele passou a sua vida devota, de ministro ordenado, levando os fiéis a contemplar na Virgem Maria o caminho seguro par encontrar-se com o Cristo Ressuscitado.

Santa Terezinha do Menino Jesus foi a grande devoção da vida do Padre Marquinho. Depois de beatificado e santificado (Padre Marquinho participou da canonização de São João Paulo II e de São João XXIII, em Roma, na companhia de seu Bispo, Dom Carmo João Rhoden, SCJ).

As inúmeras obras materiais que Monsenhor Marco Eduardo Jacob Silva empreendeu em seu ministério, quer em Pindamonhangaba, em Tremembé e em Taubaté o inscrevem, para a eternidade, o seu nome como um sacerdote zeloso, confessor atento, pregador exímio, administrador diligente e sacerdote, apenas sacerdote do Senhor, o faz merecedor do carinho e da veneração de todo o povo da Diocese de Taubaté.

Desde 30 de abril de 2013 até a sua morte ele dedicou a sua vida ao terceiro setor, como Tesoureiro da Pró Saúde e Presidente do CECAM (entidade que cuida de pessoas que procuram a cura do câncer). Deixou saudades junto aos mais de 20 mil colaboradores destas instituições.

Como disse o seu amigo Dom João Bosco Óliver de Faria, Arcebispo Emérito de Diamantina, nos funerais de Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho: “Dom Ricardo morreu e não morreu…. vive nas suas obras”. Parafraseando Dom João Bosco podemos dizer: Padre Marquinho morreu e não morreu… vive nas suas obras, vive no seu sorriso generoso e na sua bondade imensurável em atender ao povo de Deus.

Padre Marquinho amou o povo de Deus. Cuidou do povo de Deus. Não ficou preocupado com rubricas litúrgicas. Para Padre Marquinho o importante era anunciar o Evangelho e distribuir os sacramentos para os seus fiéis. Por isso permanece vivo na memória do povo da Diocese de Taubaté e a sua memória jamais será apagada porque os santos e justos não morrem vivem para iluminar a vida do povo santo de Deus.

Padre Marquinho, para o povo, e Monsenhor Marco Eduardo Jacob Silva, para a Igreja, permanece vive na memória do povo!

RIP, descanse em paz!

 

D. Hugo da Silva Cavalcante, OSB

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