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ADMINISTRAÇÃO
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Marilena
Pacios (*)
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Da sedução ao envolvimento, a magia do comprometimento
A extraordinária importância do papel do gestor hospitalar frente à complexidade das suas funções e do próprio sistema de saúde, impõe-lhe, acima de tudo, a responsabilidade pelo fracasso ou pelo sucesso da organização.
Diante disso, passam a valer as várias habilidades interpessoais necessárias ao gestor e, dentre elas, a de influenciar e seduzir permitirá atrair valores imensuráveis à organização. Dentro de uma visão da organização num contexto macro, deve-se considerar a importância da Gestão Estratégica e o grande desafio é alcançar o envolvimento de um grande grupo, incluindo-se aí, dentre outros, o corpo de profissionais e funcionários que formam a organização hospitalar.
Esse envolvimento também ultrapassa as fronteiras físicas do hospital, uma vez que uma grande comunidade direta e indiretamente co-participa da vida da instituição, considerando-se aí a importância do ambiente externo. Eis aí o grande diferencial. Não basta ser um grande gestor, competente, eficaz, eficiente. É preciso conquistar todo um grupo que aceite participar e jogar no seu time. Jogar para valer e para ganhar.
A partir da identificação de um ideal e de uma meta, passa a valer a capacidade de sedução do gestor para contagiar e seduzir as dife-rentes esferas da organização. Trata-se realmente do poder de envolver a todos nas metas e projetos. Fazer com que os seus projetos e metas passem a ser os projetos e metas de todos. É multiplicar os ideais através de todo um grupo. É contagiar. É, também, atrair o público externo para dentro da organização, transferindo-lhes a cumplicidade no alcance dos objetivos, tra-zendo, assim, uma grande força para dentro da organização. Entenda-se como público externo clientes, fornecedores, comunidade, instituições, poder público, patrocinadores, parceiros de uma forma geral.
A habilidade de sedução perante a alta cúpula também é fundamental. É persuadir para uma idéia, uma proposta, um objetivo e somá-los para a conquista. Através da sensibilização o envolvimento é conseqüência.
O equilíbrio entre trabalhar interativamente com toda uma equipe multiprofissional, garantindo uma harmonia de objetivos e metas, respeitando-se as diferenças de cada um, certamente permite a maximização de talentos em benefício de todos, entendendo-se aí o bem da organização e o bem de cada membro que a compõe. Os ideais e objetivos da organização devem também estar em consonância com os de seus membros.
O gestor não conseguirá compro-meter a sua equipe com o sucesso da organização se esta não estiver comprometida com o sucesso da sua equipe. O gestor deve, também, favorecer oportunidades para que os membros da sua equipe desempenhem um papel permanente de contribuinte da organização através do envolvimento nas dificuldades, desafios, decisões e divisão de responsabilidades. É a instituição da cultura participativa que deverá estar presente nas relações da equipe com a organização e no trabalho em grupo, legitimando, assim, as ações do gestor.
O sentido do trabalho nos dias de hoje mudou muito. Certamente, já descobrimos que o trabalho é uma das grandes fontes de prazer e felicidade. O gestor, atento a isso, deverá propiciar um ambiente positivo, favorável ao desenvolvimento e à realização dos membros da sua equipe. Porque vitórias ou derrotas são sempre das pessoas, passando a valer de fato o envolvimento de todos.
O envolvimento deverá ser recíproco. O gestor deve estar, particularmente, envolvido com o trabalho de todo o grupo e conhecer profundamente as atividades exercidas pela equipe. Além disso, deve envolver-se com o conhecimento das patologias as quais o hospital é especializado e com as diversas necessidades dos pacientes e alternativas de tratamentos. Através disso, será possível abranger por inteiro o universo da organização e estar presente em cada parte dela.
O ápice de um grande líder é quando o seu grupo passa a realizar o trabalho por consciência e por comprometimento e não mais por obrigação ou simplesmente pela relação trabalho versus salário.
Conseguir que a equipe seja o espelho do seu gestor é ter alcançado o objetivo como líder. É estar presente na atua-ção de cada um, mesmo estando ausente. É comprometer todos com a organização e poder dividir o prazer do sucesso, pois, o comprometimento e conduzirá para um mágico e único caminho: o sucesso.