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| CONVERSA RÁPIDA |
Prática
do home care cresce em todo o mundo
| Miriam: considerações éticas |
"O home care tem crescido em todas as regiões do mundo e é nessa área que estão os grandes desafios para integrá-lo no conjunto dos serviços sociais e de saúde". A afirmação é da neozelandesa Miriam Hirsch-feld, da Organização Mundial da Saúde (OMS), com mais de 30 anos de experiência e fiel defensora da prática da enfermagem domiciliar. Ela fala mais sobre o assunto nesta entrevista.
Quais são as principais características para a melhor prática do home care?
O principal é promover o bem-estar do paciente, observando-se padrões éticos, comuns a toda a Medicina, assim como o são, por exemplo, à prática do Direito. E eu não chamaria isso de missão nobre porque qualquer profissão é pri-meiramente um serviço social essencial, baseado em um corpo definido de conhecimentos.
Quais os desafios para os profissionais que atendem os doentes em home care, principalmente os enfermeiros?
Ao contrário do que se poderia pensar, os maiores desafios para os enfermeiros e profissionais de saúde não são os avanços tecnológicos. Usar a tecnologia é comparativamente uma habilidade muito simples em que qualquer pessoa pode ser facilmente treinada. O desafio a profissionais que atendem os casos de home care é a integração ao conjunto dos serviços sociais e de saúde, de modo que haja uma real continuidade de assistência na comunidade e nos serviços ambulatoriais. Outro desafio é a satisfação adequada das necessidades tanto do paciente quanto do cuidador.
Que desafio é esse?
Há um grave erro em excluir cuidadores informais no home care, o que representa uma visão política limitada das organizações de enfermagem. Mesmo nos países mais ricos, cerca de 90% da assistência de home care é realizada por cuidadores informais. Considere, por exemplo, que o Brasil fosse utilizar apenas profissionais de saúde qualificados para cuidar de 10% da população em domicílio. Quantos técnicos de enfermagem , por exemplo, seriam necessários nas 24 horas e nos 365 dias do ano, além da força de trabalho atual?
E quais os principais aspectos que devem ser observados em se tratando de home care?
Algumas das principais conside-rações éticas em home care relacionam-se com uso eqüitativo de recursos, os direitos do paciente versus os direitos dos cuidadores, a autonomia do paciente versus beneficência ou versus sacralidade da vida, além de outros aspectos éticos quanto à fase terminal. Esta é uma área enorme que merece uma atenção especial.
| CURSOS E CONGRESSOS |
Março
Atividade Autônoma do Enfermeiro: Consultoria Técnica e Consultório de Enfermagem
Data : 16 de março de 2002.
Local: Rua Tamandaré, 764 - São Paulo _ SP.
Informações: (11) 5572-0951 / 5574-6794 / E-mail:
biosanas@osite.com.br.
I Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação e Inclusão _ ReaTech 2002 e XVIII Congresso Brasileiro de Medicina Física e de Reabilitação
Data: 21 a 24 de março de 2002.
Local: Centro de Exposições Imigrantes - Rodovia Imigrantes,
Km 1,5 _ São Paulo _ SP.
Informações: (11) 577-4355 ou pelo e-mail www.cipanet.com.br.
Day Hospital: pacientes mais cedo para casa
Alguns hospitais e clínicas têm passado por reestruturações para implantar um Day Hospital em suas instalações. Essa forma de atendimento, comum na Europa e nos Estados Unidos, em que o paciente é submetido a cirurgias que requerem cerca de 12 horas de internação, está se tornando cada vez mais difundida.
Segundo José Paulo Cividanes, diretor administrativo do Hospital Santa Paula, que acaba de inaugurar uma ala com esse sistema, o Day Hospital é ideal para pequenas cirurgias plásticas e bucomaxilofaciais, artroscopias, cirurgias oftál-micas, remoção de pequenas varizes e cistoscopias. "A retirada de um cisto ou uma cirurgia de fimose, por exemplo, não requerem internação e podem ser conduzidas no Day Hospital". Situado numa ala independente, o Day Hospital do Santa Paula tem duas salas de cirurgia, sala de recuperação pós-anestésica e vestiários individua-lizados. Além de telefone, os quartos possuem computadores com acesso à internet. Para Guilherme Rossi, da URP Diagnósticos, "temos percebido que o paciente responde melhor ao tratamento quando não se sente completamente isolado".