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Gerente
comercial da Mosca grupo Nacional de Serviços
Ambiente limpo é o cartão de visita do hospital
Dada a complexidade das atividades e ao alto grau de especialização desenvolvidos nos ambientes hospitalares, o serviço de limpeza torna-se um fator importante na assistência aos pacientes e aos usuários. Assim, o ambiente limpo e seguro são medidas que reduzem os riscos de expor a população local a ser contaminada ou a situações que contribuem para alterar o estado de saúde dos pacientes.
É imprescindível o relacionamento entre os serviços de higienização e limpeza com a Comissão de Con-trole de Infecção Hospitalar (CCIH), tendo esta comissão a responsabilidade de selecionar e determinar os produtos de limpeza a serem usados e consumidos, orientando, definindo as diluições, treinando todo o pessoal e indicando os métodos e periodicidades a ser utilizados pelo pessoal da limpeza. Sempre fa-zendo as avaliações dos indicadores epidemiológicos que estudam as taxas de infecção hospitalar apura-das nos levantamentos periódicos.
O termo limpeza técnica hospitalar é, por definição, a remoção de matéria orgânica e de sujidade pelo ato de lavar e esfregar com água e detergente apropriado as superfícies nas quais a sujidade e microorganismos de potencial patogênico podem encontrar condições para sobrevivência e multiplicação.
A limpeza técnica enfocada neste trabalho é aquela destinada ao tratamento de superfícies fixas ou móveis e tratamento de materiais e equipamentos específicos para higiene, não incluindo artigos e materiais que são utilizados diretamente na prestação de assistência aos pacientes ou pela equipe de saúde do hospital. O serviço de limpeza e a desinfecção procuram manter um ambiente agradável e seguro, baseado nas seguintes premissas:
o Contribuir para evitar a propagação de infecção. o Controlar os vetores. o Manter a boa aparência do ambiente. o Conservar as superfícies físicas da instituição.
Segundo pesquisas, cerca de 800 mil pacientes são vítimas anualmente de infecção hospitalar em todo o País, com mais de mil mortes e um custo de mais de R$ 500 milhões, só em antibióticos. Uma limpeza técnica hospitalar criteriosa poderá contribuir muito para a redução dos índices conhecidos. Por meio de um eficiente programa de limpeza técnico-hospitalar, devidamente controlado por pessoas preparadas para tal propósito, é que se encontra as barreiras de contenção na propagação de microorganismos. As áreas hospitalares recebem três tipos de classificação quanto ao grau de perículosidade: críticos, semicríticos e não-críticos.
Todos os setores administrativos são áreas não-críticas porque são locais onde os doentes não estão. Já os quartos dos pacientes são áreas semicríticas. Essas áreas requerem cuidadosa limpeza, sempre feita mais de uma vez por dia e com produtos e equipamentos adequados.
O processo de terceirização cresce em razão das vantagens que apresenta para as instituições, principalmente a redução dos custos operacionais do hospital, a aplicação de técnica especializada na prestação de serviços, refletindo uma maior qualidade com eficiência e maior produtividade, aliviando cumulativamente as estruturas organizacionais, dando maior agilidade administrativa. Outro fato importante no processo de terceirização é a geração da economia de recursos humanos, materiais e equipamentos, com a concentração de recursos nas atividades essencialmente produtivas.
A eficiência das empresas prestadoras de serviços de limpeza técnica hospitalar, vem se destacando com sucesso nos hospitais da administração pública e privada. Os admi-nistradores das instituições de saúde, reconhecendo o avanço técnico das empresas da área de limpeza técnico-hospitalar já se dão ao conforto de terceirizarem esses serviços, depositando suas preocupações às atividades relacionadas diretamente à atividade principal.
As empresas de limpeza que se pré-dispuseram a investir na área de limpeza hospitalar contam com uma retaguarda provida de médicos, enfermeiros, farmacêuticos e supervisores, que compõem o quadro efetivo dos funcionários dessas empresas, que atuam diretamente com o corpo técnico do CCIH dos hospitais, formando parcerias cujo resultado já se consolida nas instituições como definitivas.
O fato é que o setor deixou para trás o pano de chão, a água sanitária e a vassoura. Ganhou em complexidade e tecnologia, passando a ser chamada por alguns como enge-nharia de limpeza. Além da sofisticação dos equipamentos, na maioria das vezes, leves, práticos e com capacidade para executar múltiplas tarefas, otimizando a relação tempo e área limpa.
Atualmente, vem ocorrendo no mercado o aparecimento de empresas de fachada e cooperativas de mão-de-obra, propondo-se a executar os serviços de limpeza técnica hospitalar, que despreparadas, aplicam em suas ofertas preços predatórios, conhecidas no mercado como verdadeiros sonegadores de impostos e direitos trabalhistas, sa-lários, encargos sociais e previdenciários, vale-transporte, vale-alimentação, cesta básica e demais obrigações.
Essas empresas disputam o mercado com verdadeiro despreparo, pro-vocando a curto prazo o descrédito do seguimento do mercado, prejudicando as empresas sérias e que têm os seus objetivos definidos. A contratação das empresas tipo "saci-pererê" e cooperativas de mão-de-obra poderá trazer danos irrepa-ráveis para os contratantes porque a Justiça do Trabalho já se manifesta nas questões, atribuindo a solidariedade do passivo trabalhista não honrado por tais empresas. Logo, o preço dos serviços, que era muito barato, acaba ficando caro e impagável. Portanto, a decisão de-verá ser bem administrada, procurando e sabendo escolher bem a empresa que se tornará a parceira ideal para a instituição. Fora esse inconveniente, não resta mais ne-nhuma dúvida que instituições de saúde e hospitais serão bem sucedidas com a terceirização dos serviços. |