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Valorização
O
ambiente hospitalar, por suas características próprias,
normalmente é considerado estressante. Envolve, num mesmo
local, profissionais das áreas médica e de enfermagem,
pa-cientes e familiares, geralmente aflitos. Cabe à organização,
através dos profissionais de Recursos Huma-nos, tentar minimizar
os conflitos prontamente, harmonizando o am-biente de modo a reduzir
os níveis de ansiedade das partes envolvidas.
É
preciso atuar, na medida do possível, de maneira preventiva
na identificação dos conflitos, bem como treinar e
valorizar os indivíduos, dos colaboradores ao corpo clínico.
A maneira mais adequada de resolver esses conflitos é alcançada
com um modelo de gestão participativa, transparente, capaz
de fazer as pessoas refletirem sobre a verdadeira situação
da organização.
Como
conseqüência, médicos, enfermeiros e administradores
têm condições de agirem oportunamente, contribuindo
para melhorar o atendimento ao paciente, que é o foco principal
das organizações hospitalares sintonizadas com sua
missão profissional. Não podemos nos esquecer da inserção
desses colaboradores na comunidade, mostrando a eles a importância
de seu trabalho e dos valores que se agregam a eles. Os objetivos
comuns da organização devem ser compreendidos e perseguidos
por todos, da mesma forma que os valores, principalmente o conceito
de humanização do atendimento. Valorização
profissional, transparência, objetivos co-muns e prevenção
de conflitos, são os ingredientes fundamentais a uma receita
de parceria sólida e bem sucedida na gestão hospitalar.
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Equipe
Nossa
missão é "prestar assistência adequada
ao cliente". Ela pode ser cumprida somente quando realizamos
trabalho em equipe, montamos um "time", definindo os papéis.
Muitas vezes, observamos uma luta incessante pelo "poder".
Cada profissional tenta definir que seu trabalho é o principal,
embora todos trabalhem com a meta de prestar a melhor assistência.
Dentro de um hospital é impossível ser uma ilha, ocasionando
resultados insatisfatórios e incompletos.
O
enfermeiro, por não ter seu papel bem definido dentro de
algumas instituições, disputa com o médico
a assistência e não consegue, muitas vezes, quebrar
o mito do médico ser o único "proprietário
e responsá-vel" pela cura. Compartilhar res-ponsabilidades
só é possível quando o enfermeiro se posiciona
cientificamente. Já a eterna discussão enfermagem
versus administração ocorre porque o administrador
não compartilha com a enfermagem as dificuldades da instituição
e não estabelece metas claras.
Para
o tripé administrador, médico e enfermeiro dar certo
é necessária transparência da gestão,
planejamento de ação em equipe, respeito entre profissionais
e conhecimento científico. Montar um "time" com
pensamento universal do que consiste a adequada assistência
ao paciente e que todos caminhem na mesma direção.
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Humanismo
O
médico é ensinado a fazer diagnóstico e tratar
afecções. Se vai ou não desenvolver relacionamento
mais estrito com o paciente é alea-tório. Espera-se
que o bom médico acerte diagnósticos e trate de maneira
precisa o paciente, dimi-nuindo o sofrimento ou a dor. Mas isso
não é suficiente: falta ensinar que uma boa relação
entre médico e paciente é essencial para a cura.
A
enfermeira é muito mais mãe que cientista. Um cura,
o outro acalenta e é mais fácil este último
levar o ônus da cura, pois está ao lado na hora do
sofrimento e ajudar é mais apreciável que ministrar
antibióticos corretamente ou operar com precisão.
A tolerância só vem com o tempo, quando a equipe de
enfermagem passa a ter confiança no jovem médico,
que por vezes vê suas condutas alteradas mesmo para correção
de gafe pelo enfermeiro. Temos que aprender a nos entender médicos,
descendo do degrau e vendo os doentes como se-melhantes, e enfermeiros
a respeitar os que merecem seu respeito.
Já
administradores têm que conci-liar o financeiro e a saúde,
dois tópicos bem antagônicos. Nunca as medidas médicas
podem estar subjugadas às financeiras ou vamos incorrer no
erro de fazer medicina de pior qualidade. O problema é que
saúde é algo extremamente caro. Acho que o melhor
modelo seria o Estado prover saúde, que não visa lucro
e pode até repartir os prejuízos entre a população.
É garantia constitucional dar saúde. Lucrar com ela,
não dando alternativa para o cidadão é desonesto.
O administrador, no final das contas, não tem culpa, pois
ele tem que fazer o sistema dar lucro. O erro está em fazer
o negócio dar lucro.
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