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Diretor
do Instituto Qualisa de Gestão
O mercado hoje exige produtos e serviços de alta qualidade e custos baixos, a pre-ços que os clientes estão dispostos a pagar. Para atender essa nova demanda, todos na organização precisam desenvolver seu trabalho com alta qualidade e sem desperdícios, entendendo desperdício como toda atividade que não agrega valor ao produto ou serviço.
Para atingir este objetivo não basta implementar um programa de qua-lidade. É preciso que haja uma mudança cultural, um novo modo de administrar, uma mudança radical no jeito de pensar, trabalhar e agir.
A atitude fundamental na busca da qualidade é a análise contínua dos processos de trabalho, considerando muito mais produtivo concentrar-se no que está sendo feito do que sobre as pessoas que fazem. As pessoas de modo geral querem desenvolver atividades que valham a pena e que agregam valor ao seu desempenho. Para isso, precisam de condições e entender o que a organização está fazendo e porquê. Caso contrario, a vontade de realizar não será suficiente.
Para que a organização sempre consiga alta qualidade e satisfazer seus clientes é preciso um método sistemático para identificar, quantificar e eliminar todas as formas de desperdício.
A julgar pela experiência que estamos tendo nas empresas hospitalares, não existe uma consciência difundida da importância de se estabelecer um gerenciamento da rotina do dia-a-dia como forma de garantir as diretrizes de controle sobre os processos. As empresas hospitalares resistem em admitir que todos os procedimentos realizados por seus profissionais cons-tituem uma seqüência de processos repetitivos e que, portanto, merecem ser normalizados.
A normalização e medição dos processos numa instituição de saúde passam diretamente pela experiência e conhecimento dos "especialistas", ou seja, aqueles que operacionalizam os processos. São os colaboradores que trabalham diariamente e vêem os problemas no momento em que ocorrem, que estão na melhor posição para identificar esses problemas. Como na maioria das vezes não estão em posição para mudar os processos, fica a cargo da administração a avaliação, medição e mudança do processo, como uma forma de eliminar desperdícios. Esses dois grupos (colaboradores e administração) precisam trabalhar juntos para conseguir desenvolver um espírito de trabalho de equipe para obter a colaboração de todos. Ouvir os colaboradores "especialistas", dar-lhes o treinamento necessário, vai garantir maior eficiência aos processos.
As variações nos processos constituem fator importante de desperdício. A análise dessas variações é que garantem a eliminação dos desperdícios no trabalho. Isso ajuda a localizar e eliminar os desperdícios, criando mecanismos que impedem que eles se repitam. Essas variações devem ser utilizadas como um guia para alcançar melhorias contínuas.
As empresas hospitalares necessitam de capacidade de reação para acompanhar as mudanças e atingir suas metas. Isso implica num sistema de gestão diferente; em desenvolver alternativas eficientes para a estrutura tradicional; na mudança do padrão de relacionamento entre as pessoas e a organização. As empresas hospitalares precisam conhecer sistemas de qualidade que influenciem na direção do ponto aonde querem chegar. |