Domingos Fiorentini (*)
Jarbas Karman (*)


Os conceitos de APO e APRO



A APO (Avaliação Pós-Ocupa-ção em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde) é uma metodologia relativamente re-cente, que está se difundindo e sendo empregada na avaliação de edifícios destinados à atenção de saúde. Ela recorre a diretrizes e recursos tecnológicos diversos, objetivando melhor desempenho, conforto e eficiência das instituições de saúde, além de detecção de falhas de projeto, concepção, construção, uso, manutenção, entre outros itens. A "avaliação pós-ocupação" está evoluindo, abrangendo, também, como não poderia deixar de ser, a "avaliação pré-ocupação".

A APO, sem dúvida, constitui recurso valioso, à disposição de arquitetos, engenheiros e administradores, na apuração pós-construção e pós-ocupação, da qualidade e da operacionalidade de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS).

Por outro lado, porém, há EAS que se ressentem da falta de outra avaliação: a APRO (avaliação pré-construção e pré-ocupação em EAS). Uma avaliação preditiva, pré-construção e pré-ocupação, detectaria, a tempo, deficiências e impropridades, bem como atalharia contratempos e elevados custos de refazimentos. Deficiências, difíceis de serem sanadas, que remanesces-sem, onerariam a instituição por toda a sua vida útil.

Seria, no mínimo, altamente cons-trangedor para projetistas, construtores e administradores caso uma APRO viesse a constatar na ava-liação de um projeto arquitetônico, ou projeto complementar, antes (felizmente antes!) de sua cons-trução "heresias" como:


(*) Arquitetos hospitalares