Gestão
farmacêutica:
atividade lucrativa para o hospital
Este trabalho visa orientar farmacêuticos, administradores e gestores de hospitais sobre a importância de uma administraçãomoderna, orientada para a redução de custos, apresentar os fatores mo-tivadores para esta mudança de comportamento profissional e ad-ministrativo. Ao assumir respon-sabilidades sobre a terapia medicamentosa, o farmacêutico passa a participarde forma mais interativa das reais funções a ele atribuídas.
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Esta atividade deve ser encarada como um desafio. Hoje, com a introdução de conceitos de acreditação, não podem os farmacêuticos continuar a se omitir e deixar de cumprir as suas atribuições profissionais.
As ferramentas apontadas, devem servir como modelo para que os dirigentes e administradores hospitalares possam buscar argumentos que justifiquem investimentos em infraestrutura e cobrar dos gerentes farmacêuticos uma mudança de postura de seus serviços, assim como os instrumentos técnicos para colocar em prática tais projetos.
Não é possível admitir a existência de farmácias hospitalares que não cumprem as funções básicas de gerenciamento de estoques e funções logísticas, para garantir que as instituições trabalhem com níveis cada vez menores de estoques de medicamentos, evitando o comprometimento da disponibilidade dos serviços.
Outro fator que deve ser avaliado é a equivocada visão
dos admi-nistradores hospitalares de que farmácias só precisam
ser meros depósitos de medicamentos, com localização totalmente
inadequada, sem cumprir os requisitos mínimos regulamentares para funcionar,
mesmo como depósito de produtos farmacêuticos.
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ÁlvaroMarques
de Oliverira (*)
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Alguns fatores podem tornar a farmácia um serviço que contribua de forma relevante para o aumento da lucratividade hospitalar, possibilitando uma melhor qualidade de vida aos pacientes.
Os três aspectos da gestão farmacêutica
apresentados contribuem para a melhoria da saúde dos pacientes internados
e melhoria financeira das instituições: a gestão do uso
do medicamento, a gestão dos processos de distribuição
e a gestão do fluxo de medicamentos.
O processo de uso de medicamentos inicia-se pela percepção da
necessidade de sua administração e termina com a avaliação
de sua eficácia no paciente. Impõe-se para tal a seleção
do regime terapêutico, a dispensação do produto, a administração
ao paciente, o monitoramento dos seus efeitos benéficos e adversos e
a manutenção do tratamento do paciente por ocasião de sua
alta. O único profissional que detêm o conhecimento técnico
para essa função é o farmacêutico.
A profissionalização da administração hospitalar, principalmente daqueles hospitais que estão em processo de acreditação, requer a formatação de índices e justificativas para os desembolsos feitos pelos serviços de farmácia, exercendo uma forte pressão sobre o seu con-trole. A responsabilidade sobre os custos da terapia medicamentosa abrange do preço do produto ao processo global de fornecimento e deve ter como princípio que qualquer redução de custos não pode comprometer a qualidade dos produtos e serviços oferecidos.
Cada vez mais as atenções estão sendo focadas na análise de como se procede a utilização de medicamentos em determinadas comunidades ou em grupos de pacientes em relação à eficácia, eficiência e segurança, pois os fármacos produzidos atualmente são mais específicos e muito mais potentes.
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Denise
de Oliveira Kühner (*)
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As decisões que uma diretoria de hospital pode tomar vêm, cada vez mais, impregnadas por elementos externos, principalmente leis, disposições governamentais e problemas de financiamento. O admi-nistrador por sua vez, em qualquer dos aspectos no campo da saúde, deve zelar não só por uma boa gestão econômica e administrativa como também tornar esta gestão compatível com a melhor assistência possível e com o progresso técnico-científico da medicina.
Esta consideração impõe que o serviço de farmácia deva competir igualmente com outros serviços do hospital para obtenção de recursos necessários, já que o medicamento, quando bem administrada a gerência do processo de utilização, é certamente fonte geradora de lucros. Os fatores motivadores mencionados para implantação da assistência farmacêutica hospitalar compreendem: