IEC promove palestras para reforçar conhecimento e importância da doação de órgãos

A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer, no Rio de Janeiro, promoveu, na última semana, uma série de palestras para reforçar o papel da Cidhott, e suas atribuições, dentro da unidade.

A abertura foi na segunda-feira (26), com a apresentação da presidente da Comissão, enfermeira Andrea Rodrigues. Em linhas gerais, explicou a atuação da Cidhott e as atribuições de cada um dos sete membros que a compõem. Além disso, o público presente conheceu todas as etapas a serem cumpridas, desde a abertura do Protocolo de Morte Encefálica até a doação do órgão captado.

No dia seguinte, foi a vez do médico neurologista Daniel Paes, que atua desde 2002 no processo de captação de órgãos. Ele explicou para as equipes presentes todos os parâmetros de análise e diagnóstico de protocolo de Morte Encefálica e os cuidados técnicos a serem observados.

O Setor de Serviço Social comandou o terceiro dia de palestra. Os assistentes sociais, Elaine Messias e Bruno França, iniciaram a atividade com uma dinâmica de perguntas e respostas para testar o conhecimento da plateia presente sobre doação de órgãos e o fundamental papel da equipe no processo, sobretudo no que se refere a abordagem da família.

Para finalizar a série, na quinta-feira (29), as psicólogas Rosane Vasco e Cláudia Ribas destacaram a função do serviço de psicologia no suporte aos familiares que decidem pela doação de órgãos após atestada a morte encefálica do paciente.

O Programa Estadual de Transplantes, criado pela Secretaria de Estado de Saúde, entrou com o pé direito em 2018. Além de conquistar o maior número de transplantes de órgãos e córneas realizados no primeiro mês do ano em toda sua história, o programa alcançou em fevereiro o dobro de transplantes de coração em comparação ao mesmo mês do ano passado.

Os transplantes de córnea também tiveram um crescimento, com 42% a mais de procedimentos, comparando aos dois primeiros meses de 2017. Um dos principais desafios ainda é diminuir o índice de negativa familiar, que no Rio de Janeiro é de cerca de 30%. Apenas no ano passado, mais de 230 órgãos deixaram de ser doados.

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