HRPT na luta contra a mortalidade materno-infantil

Proteger cada vez mais as mães e os recém-nascidos. Este é o objetivo da capacitação promovida pelo Comitê de Mortalidade Materno-Infantil do Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, que recebeu na tarde de terça-feira, 11/7, médicos e enfermeiros que trabalham na assistência básica para desenvolver ainda mais a saúde no município.

Estiveram presentes, no auditório do HRPT, 25 profissionais das unidades básicas de saúde de Altamira, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Os médicos e enfermeiros assistiram às palestras das médicas Viviane Bressan e Diana Sato, e da enfermeira Janete Briana, sobre assistência pré-natal; assistência ao recém-nascido e aleitamento materno; e sobre o perfil epidemiológico da mortalidade materno-infantil, respectivamente.

“Nós convidamos esses profissionais com o intuito de verificar o atendimento relacionado à assistência pré-natal e assistência ao recém-nascido. Esta iniciativa visa diminuir a quantidade de óbitos maternos e infantis, principalmente os casos são evitáveis. E onde podemos trabalhar isso? Na atenção básica, na atenção primária”, explica Janete Briana, coordenadora do Núcleo de Vigilância Hospitalar.

O treinamento se repetiu nesta quarta-feira, 12/7. Os organizadores optaram por dividir os participantes em duas turmas, para não desfalcar as equipes que trabalham com a saúde em Altamira – os profissionais foram liberados pela Secretaria de Saúde e pelo Distrito Sanitário Especial Indígena para participarem da capacitação.

Pré-Natal

De acordo com o Comitê Materno-Infantil do HRPT, a maior causa de óbitos de mães ou recém-nascidos é a inexistência de pré-natal ou atendimento deficitário nesses cuidados. O pré-natal é uma série de consultas, exames e avaliações que as mães precisam passar, desde o momento que descobriram a gravidez até a hora do parto. Esta assistência é indispensável para garantir a saúde das mulheres e dos bebês.

“Observamos que a maioria dos óbitos, tanto maternos quanto infantis, poderia ser evitada se houvesse pré-natal adequado. Muitas vezes, a carteirinha do pré-natal vem sem informações importantes ou mesmo sem as consultas. Isso é questão de saúde pública, precisamos desempenhar melhor esta assistência para evitar a mortalidade das mães e bebês, ou complicações”, destaca a enfermeira Renata Chiquette, coordenadora de Enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e Pediátrica da unidade.

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