HRBA realiza terceiro transplante de rim em 40 dias

Jovem e cheio de sonhos. Assim é o terceiro transplantado do Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém (PA). O estudante Jheiel Brito, de 19 anos, recebeu o rim da sua mãe, Walderlene Brito, de 50 anos. Com esse procedimento, realizado dia 13/12, a unidade já soma três, num período de 40 dias.

Jheiel conta que foi obrigado a abrir mão de muita coisa por conta do problema de saúde. Ele realizava sessões de hemodiálise há um ano e seis meses. “O estilo de vida mudou completamente. Eu queria trabalhar, mas não podia, por causa do tempo das diálises. Ainda consegui começar a estudar. Meus pais foram obrigados a vir para cá, para cuidar de mim. Então mudou radicalmente”, diz. A família é de Monte Alegre, no Oeste paraense.

Os avanços da saúde no interior da Amazônia proporcionam uma mudança completa na vida de quem precisa de uma assistência complexa. E o Hospital Regional de Santarém tem papel fundamental nesse processo. Em menos de dez anos de atuação, a unidade já oferece serviços de alta complexidade que ainda estão distantes de capitais, como é o transplante. “Estamos muito felizes. Todos os transplantes realizados até o momento tiveram um sucesso fantástico, todos os pacientes estão muito bem, com oportunidade de uma nova vida, com independência de uma máquina de hemodiálise. Quem ganha com essa evolução do HRBA, com certeza, é a população”, afirma o diretor Geral do hospital, Hebert Moreschi.

O jovem estudante de Serviço Social é um desses beneficiados. Ele revela que um novo mundo se abriu quando descobriu que o HRBA iniciaria os transplantes. “Foi uma alegria, uma esperança renovada quando eu soube que o hospital faria. Maior ainda foi quando eu soube que seria o terceiro a ser transplantado.” Jheiel também não esconde a admiração pela mãe, de quem recebeu órgão. “Mãe é mãe. Se pudesse, ela daria a vida de novo pela gente. É um ato nobre. Eu estou muito feliz por causa disso, é mais uma vida pela frente”, conta.

Em 2016, além dos três transplantes, o HRBA também realizou a primeira captação de órgãos com equipe própria. O responsável técnico de transplantes, nefrologista Emanuel Esposito, fala sobre esses desafios. “Realizamos nosso terceiro transplante nesses últimos dois meses do ano, fechando a programação prevista. Graças a Deus mais uma dupla se recupera bem. É mais uma vitória que conseguimos em 2016 e, ano que vem, teremos bastante desafios, com programação de realizar 12 transplantes intervivos e iniciar os transplantes com doador cadáver, que vai ser a saída de quem não tem doador”, planeja.

Muito do sucesso dos procedimentos realizados se deve à equipe de transplante do hospital, que se aperfeiçoou para a nova missão. “O transplante já é uma realidade no Hospital Regional. Neste terceiro transplante, a equipe local já fez todo o procedimento do receptor. Num futuro muito próximo, então, já estaremos realizando sozinhos. Temos, claro, muito a agradecer à equipe que veio para fazer a tutoria, que é uma equipe fantástica, que se coloca à disposição e viu que temos uma equipe com vasta experiência cirúrgica”, explica o diretor Clínico e cirurgião do HRBA, Alberto Tolentino.a

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