Hospital Regional de Santarém participa do 1° Encontro Internacional do Projeto Paciente Seguro

O compartilhamento de duas experiências estrangeiras na área da saúde marcou o '1° Encontro Internacional do Projeto Paciente Seguro', realizado em Porto Alegre. Também houve apresentações de resultados alcançados por 15 instituições brasileiras participantes da iniciativa, entre elas, o Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém (PA). O projeto é coordenado nacionalmente pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde e foi criado para evitar eventos adversos – termo que designa complicações indesejadas decorrentes de procedimentos incorretos em pacientes.

O projeto “Implantação do Programa de Segurança do Paciente e Desenvolvimento de Ferramentas de Gestão, Educação e Práticas Compartilhadas” é desenvolvido por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) para melhorar a segurança do paciente em hospitais públicos em todo o país, com base no Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Elenara Ribas, líder do projeto, ressalta que começam pelas pessoas os processos para se evitar a ocorrência de eventos adversos. “Compartilhar é a palavra deste encontro, por isso contamos com a presença de todas as instituições participantes e cerca de 350 pessoas, que serão replicadoras de boas práticas”.

O encontro, que aconteceu na última semana de março, foi uma oportunidade para que cada instituição compartilhasse os avanços obtidos até o momento com a nova metodologia. Diretora técnica do Hospital Regional do Baixo Amazonas, a médica intensivista Lívia Corrêa e Castro afirmou que as palestras e a visita técnica ao Hospital Moinhos de Vento motivou a equipe. “Agradecemos a chance de o hospital estar inserido na implantação do programa. O evento foi uma troca de experiências fantástica. Apesar de sabermos que ainda temos uma longa jornada pela frente, vimos também que estamos no caminho certo. A visita ao Hospital Moinhos de Vento motivou nossa equipe. Faremos o melhor de nós”, enfatizou.

Entre os palestrantes internacionais, Melinda Sawyer, diretora de Segurança e Educação de Pacientes da Johns Hopkins Medicine, dos Estados Unidos, apresentou um amplo estudo mostrando que a principal conquista para melhorar o cuidado com o paciente é a mudança de cultura na hora de consolidar um novo procedimento. De acordo com Melinda, erros com pacientes são a terceira causa de morte nos EUA. Com o programa adotado na instituição, chamado de CUSP, sigla para Comprehensive Unit Safety Program (Programa Integrado de Segurança da Unidade), houve redução de 66% na infecção sanguínea por cateter e redução de 71% nos casos de pneumonia associados ao uso de ventiladores. Anualmente, a economia para o sistema de saúde dos EUA chega a US$ 1,1 milhão com a adoção do programa.

Da Espanha veio a constatação de que é importante ouvir quem está internado. Na palestra “O papel do paciente na segurança do paciente”, o psicólogo clínico José Joaquín Mira Solves, professor da Universidade Miguel Hernández de Elche, de Alicante, enfatizou que o profissional da área da saúde não deve prescindir do relato de quem recebe os cuidados.

O diretor executivo do Ubora Institute, Ernest Kanyoke, também descreveu seu trabalho na área da saúde na África. Um dos exemplos apresentados foi a implementação de programas de melhoria, monitoramento e avaliação que diminuiu a mortalidade de crianças até cinco anos de idade.

Certificado de reconhecimento 

Durante o encontro, o Hospital Regional de Santarém recebeu um certificado de reconhecimento pelo empenho em proporcionar aos pacientes uma experiência muito mais segura com a apresentação “Segurança nos procedimentos da hemodinâmica”. “Em auditoria realizada, foram detectadas as boas práticas dos procedimentos hemodinâmicos do Hospital Regional, como forma de garantir um tratamento mais seguro, reduzindo o número de eventos adversos relacionados a esse procedimento no hospital. Em todas as etapas do processo, as informações são compartilhadas com o familiar e o paciente”, explica a diretora de Enfermagem do HRBA, Daniella Mengon.

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