Hospital Regional de Marabá promove debate sobre síndrome de Down

Diariamente, cerca de 70 usuários são atendidos no Serviço de Apoio à Diagnose e Terapia (SADT) no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP), em Marabá. Enquanto aguardam a chamada para realização de exame, eles são orientados sobre assuntos relacionadas à promoção da saúde e cidadania. A iniciativa é denominada ''Saúde com Educação e Humanização'' e acontece, pelo menos, uma vez por semana. Nesta terça-feira, 28/3, o assunto discutido foi a síndrome de Down, que, por falta de informação, ainda gera muitos preconceitos na sociedade.

Estima-se que, no Brasil, uma a cada 700 crianças que nascem sejam portadoras de síndrome de Down. A doença é causada pela presença de três cromossomos 21 em todas ou na maior parte das células de um indivíduo. Assim, as pessoas com essa alteração genética têm 47 cromossomos em suas células, um a mais que a maior parte da população. É o caso dos estudantes N. R. G., de 16 anos, e Marcondes Trindade Pinto, de 21 anos, que participaram do bate-papo com usuários do hospital. Eles mostraram que, como a maioria das pessoas, têm sonhos e lutam para realizá-los.

Segundo a coordenadora da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) de Marabá e facilitadora do debate no HRSP, Cremilda Peres, muitas vezes o preconceito existe dentro da própria família. ''A gente fica agradecido por ter a oportunidade de fazer essa discussão aqui, porque é uma forma de quebrar preconceito e desmistificar o assunto. Hoje, ainda existe muito preconceito, inclusive até na própria família, pois algumas pessoas acham que a criança não tem capacidade de aprender. Pelo contrário, ela tem, sim, condições de ter um futuro promissor se for estimulada, e de ter uma vida normal. Isso vai depender de como os familiares e a comunidade vêem isso'', explicou a pedagoga.

A iniciativa do Hospital Regional de Marabá – unidade pública gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) – foi realizada no mesmo mês em que se celebrou o Dia Internacional da Síndrome de Down, 21/3. A escolha do assunto, de acordo com a coordenadora de Humanização, Caroline Nogueira, não foi à toa. ''O hospital, como instituição comprometida com a melhoria da qualidade de vida das pessoas e o exercício da cidadania, reforça essa luta pela inclusão social. Porque, ainda hoje, há pessoas que pensam que a síndrome é uma doença, e não é'', refletiu.

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