Hospital Oncológico Infantil orienta familiares quanto aos cuidados com o paciente com câncer

“Todo início de tratamento é difícil. A gente chega aqui e não sabe como agir, ou o que fazer. Por isso, as rodas de conversa são muito importantes, pois além de esclarecedoras, nos dão um norte de como seguir o tratamento da melhor maneira”, diz Iveni Souza Ribeiro, mãe de T. D. S. R., de 12 anos, que faz tratamento há sete meses no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém.

Nesta quarta-feira, 15/02, em que se celebra o Dia Internacional da Luta contra o Câncer na Infância, a unidade hospitalar, que é referência na região para o tratamento e diagnóstico do câncer na faixa etária de zero a 19 anos, promoveu uma edição especial do projeto “Café com Prosa”, que acontece mensalmente na instituição, com o objetivo de levar aos pais, familiares e pacientes, diversos temas esclarecedores sobre os cuidados ao longo do tratamento.

Segundo a médica oncopediatra, Laudreísa Pantoja, o acolhimento que é dado aos usuários, não somente quando estão internados, como também durante momentos de interação, como é o caso das rodas de conversa, é de suma importância. “O projeto ajuda no acolhimento desses pais, que muitas vezes encontram-se perdidos, ou cheios de dúvidas, e até mesmo a consolidar a equipe multiprofissional, proporcionando um tratamento mais humanizado para essas famílias”, reforça.

Há quase três anos acompanhando a luta do filho P. H. R., de oito anos, seu Sergio Paulo Dutra Rabelo, revela que ainda não sabe tudo sobre a doença. “Com certeza essas rodas de conversa são de extrema importância. Nós já sabemos um pouco mais, afinal já estamos nessa luta há dois anos e seis meses, mas muitas famílias estão iniciando essa batalha agora, e sem essas informações tudo ficaria mais difícil. Sempre que posso eu participo, mas quando não dá, minha esposa vem, afinal de contas, informação nunca é demais”, relata.  

Durante a roda de conversa, a oncopediatra falou sobre os principais cuidados que os pacientes com câncer devem tomar, entre eles estão os cuidados com a alimentação, com a higiene pessoal e do ambiente que o paciente convive, além da administração de medicações orais, que devem ser tomadas conforme orientações médicas. A médica também esclareceu dúvidas quanto às intercorrências que podem vim a ocorrer e o que deve ser feito.  

Atualmente, a unidade hospitalar, que é gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública, atende cerca de 650 pacientes com câncer infantojuvenil, dentro da faixa etária de zero a 19 anos. Somente em 2016 foram registrados 256 casos novos.

Dados

Inaugurado em outubro de 2015, o Hospital Oncológico Infantil, realizou ao longo do ano de 2016 um total de 591.681 procedimentos, como sessões de Quimioterapia, atendimentos clínicos, exames, internações, cirurgias, entre outros. Números que representam a esperança de milhares de famílias que podem realizar um tratamento sem sair da região Norte.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), os tipos de cânceres mais comuns nesta faixa etária são as leucemias, seguidos dos linfomas (gânglios linfáticos) e dos tumores do sistema nervoso central (conhecidos como cerebrais). O número de óbitos por câncer neste público é menor apenas do que o de causas externas, como os acidentes e violência. No Brasil, o câncer infantojuvenil responde por 3% de todos os tipos de câncer.

As regiões Sudeste e Nordeste teriam apresentado os maiores números de casos novos, 6.050 e 2.750, respectivamente, seguidas pelas Regiões Sul (1.320 casos novos), Centro-Oeste (1.270 casos novos) e Norte (1.210 casos novos).

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