Hospital Metropolitano trabalha para reduzir lesões por pressão

Mãe de um paciente internado no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua (PA), a dona de casa Angélica Eutrópico participou de uma programação que abordou o tema lesão por pressão, popularmente, conhecidas como feridas. Na ocasião, a enfermeira Juliana Pantoja percorreu as clínicas para comentar o assunto promovendo uma dinâmica de conversa direta com acompanhantes e usuários da unidade de saúde. Para Angélica, a programação foi valiosa. “Afinal, certas coisas aprendemos quando temos que lidar com a vida dentro de um hospital. Nós precisamos saber da lesão, até para atuar junto ao meu filho ou mesmo passando orientação para outros pacientes”, disse. 

A ação foi realizada para lembrar do “Dia Mundial de Prevenção a Lesão Por Pressão”, celebrado no último dia 17/11. As lesões por pressão (LPP) são ocasionadas pela força da pressão prolongada sobre a pele em áreas do corpo com estruturas ósseas, consequentemente, dificultando a circulação de sangue. Isso gera o aparecimento de deformidades na pele que são visualizados pela alteração da cor, temperatura e dor. São lesões que costumam ocorrer em idosos, acamados, obesos ou pessoas que passam muito tempo deitadas.

Juliana Pantoja avaliou que os acompanhantes de pacientes internados estão atentos e prevenidos. Para ela, atitudes corriqueiras, como mudar o acamado de posição, não deixar o corpo molhado, hidratando a pele, mantendo-a higienizada, evitam o problema. “Trabalhamos pela redução das lesões por pressão. É uma responsabilidade que é do próprio paciente, do acompanhante e claro da equipe de assistência. Mas, os acompanhantes são fundamentais nesse processo”.

O Hospital Metropolitano dispõe de uma Comissão de Feridas, que trabalha na prevenção e no tratamento, evitando o problema. No entanto, há casos inevitáveis, como ressalta Juliana. “Atuamos para que não se desenvolva a lesão por pressão, mas existe as feridas que são por trauma ou queimaduras”, adianta a enfermeira, que atua como presidente da comissão, composta por 20 membros, que se reúnem mensalmente. A enfermeira Andréia Matos é uma das integrantes. Para ela, o acompanhante tem uma função essencial neste processo. “Realizamos visita in loco, analisando as lesões por pressão e visualizando o processo de cicatrização, condutas com relação ao médico e agindo em equipe. E o acompanhante é primordial, pois está com o paciente, ajudando nas condutas”.    

 

Como você pode ajudar a evitar a LPP?

  • Mantenha a pele limpa e hidratada;
  • Mude de posição, movimente-se;
  • Não deixe a pele ficar úmida por intermédio de suor, urina em fralda ou por extravasamento de secreção por tubos, sondas ou drenos;
  • Proponha-se a caminhar;
  • Evite o excesso de roupas de cama, mantendo-as limpas e esticadas.

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