Hospital Metropolitano promove valorização a mulheres atendidas em Ananindeua

Na semana em que se comemora o Dia das Mães, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) levou uma ação de Humanização às mulheres que acompanham seus filhos em tratamento no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSI), em Ananindeua (PA).

Com o tema “Cuidando de quem cuida”, a palestra da coordenadora de Humanização da unidade, Thais Cabral, levou orientações sobre o autocuidado para quem dedica seu tempo a crianças e adolescentes com transtornos mentais como bipolaridade, hiperatividade, déficit de atenção, esquizofrenia e autismo.

A coordenadora explica que quando há um processo de adoecimento na infância, as famílias tendem a concentrar seus cuidados na criança. “Quando falamos de Humanização, entendemos que precisamos atender a todos os públicos, ao usuário e sua família. Por isso nossa estratégia no CAPSI foi atender a mulheres que acompanham os filhos na unidade. Queremos que se sintam valorizadas, tenham seu protagonismo estimulado”, explicou.

Durante a palestra, as participantes foram convidadas a falar de seus anseios e sonhos. Para completar a atividade, as mulheres encheram balões brancos e fizeram uma dinâmica em que não poderiam deixar o balão cair, já que os objetos representavam os sonhos destas mães.

A dinâmica e os tópicos abordados durante a palestra sensibilizaram a cozinheira Marli da Paixão. Mãe de dois filhos autistas, a agora autodenominada cuidadora, contou que o momento de descontração no CAPSI despertou-a para o cuidado com autoestima. “Depois desta palestra percebi que precisamos saber o quanto somos importantes para nós mesmas. Só depois disso alguém vai nos dar valor. A palestra mudou meu jeito de pensar. Daqui para frente vou me dar mais valor”, explicou.

Para cuidar do filho de 12 anos e da filha de seis, ambos com autismo, a cozinheira largou o emprego em um restaurante famoso em Belém. Ela conta que a doença dos pequenos trouxe mudanças para ela em diversos âmbitos, especialmente nos papéis de mãe e mulher. “Minha vida mudou muito, parei de trabalhar, não sabia o que fazer. Eu esperava que meus filhos viessem de um jeito, mas vieram de outro. Tive que lutar para me acalmar e estabilizar a vida”, prosseguiu.

As palavras ouvidas na atividade no CAPSI devem ajudar a trazer à tona uma nova Marli. “A gente vive em função dos filhos e marido por 24 horas, se esquece da gente. Só que um dia a gente também pode adoecer. Quem é que vai cuidar dos meus filhos e da minha família se eu adoecer? Eu me despertei para a vontade de cuidar de mim. Se eu estiver bem cuidada, vou ter capacidade para cuidar”, concluiu.

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