Hospital Metropolitano promove interação com acompanhantes

A dona de casa Marilda Silva acompanha o filho internado há aproximadamente dois meses no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), vítima de um acidente doméstico com queimaduras. A família é de Xinguara, município do Sudeste paraense. A distância de casa e a rotina hospitalar tornam cansativo o dia a dia de Marilda. “Eu gostei dos colaboradores do Hospital e o meu filho está bem cuidado. Mas ainda assim, não é fácil estar dentro de um hospital. Ficamos muito tempo deitados e tristes”, disse.

Para interagir de forma humanizada com os acompanhantes, o Hospital Metropolitano, por meio do setor de Psicossocial, criou o projeto multiprofissional “Laços”. A coordenadora do Psicossocial, Betânia Mourão, enfatizou a iniciativa do projeto. “Buscamos valorizar aquele que cuida. Isso é mais do que um gestor de amor, é um compromisso. Afinal, não é fácil o acompanhante abdicar da vida lá fora para, praticamente, morar dentro do hospital”, afirmou. A primeira ação aconteceu no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), utilizando estratégias como música e dinâmicas de interação. “Fazemos isso como incentivo. São muitos dias de ansiedade, medo, e precisamos dar um novo olhar para o acompanhante, que é imprescindível, no sentido de fazê-lo se sentir agente participativo daquele momento”. 

A ação, que englobará as demais clínicas da unidade de saúde, será realizada duas vezes ao mês, sendo que contribuirá para melhorar a interação entre as equipes de assistência e o acompanhante. Marilda aprovou. “É uma iniciativa muito legal. É uma ação que tem o poder de animar. A gente conhece mais pessoas e isso é tão bom”, garantiu.     

A psicóloga do Hospital Metropolitano, Emily Antunes, conduziu a primeira roda de bate-papo do projeto. A profissional falou sobre benefícios para o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). “Valorizando o acompanhante, ele irá interagir melhor, esclarecer dúvidas e contribuir com o cuidado ao usuário. Um acompanhante estressado, tenso, não contribui. E a ideia é que o acompanhante relaxe, e fique mais preparado para cuidar também do familiar”, disse. A iniciativa também abordará acerca da função do acompanhante em meio a recuperação do familiar. ”Muitas vezes, ele também atua junto ao paciente quando eles já estão em casa. Então, a equipe multiprofissional vai instrumentalizar o acompanhante para o cuidado, já quando ambos estiverem de alta”, comentou Emily Antunes.

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