Hospital Galileu reforça atendimento pós alta médica para melhorar recuperação

Promover a plena recuperação do paciente, após a alta hospitalar tem sido uma preocupação da administração do Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), em Belém (PA), administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Saúde do Estado (Sespa). 

“A gente verifica que, apesar da orientação no momento da alta, muitos dos nossos pacientes acabam não fazendo a adesão correta ao tratamento, o que pode acarretar em uma reinternação devido a esse insucesso terapêutico”, explicou o coordenador de Farmácia da Unidade, Heraldo Diones.

Para melhorar o processo de reabilitação do usuário com a continuidade do tratamento após alta e evitar reinternações, o Hospital Galileu dedicou dois ambulatórios e ampliou as atividades de recuperação realizadas na própria unidade. 

O serviço agora conta com o envolvimento das áreas de Fonoaudiologia, Farmácia, Ortopedia, Urologia e Traqueoplastia. 

“O ambulatório é importantíssimo porque pegamos um usuário que está recebendo alta e trabalhamos ele até a alta definitiva, para que não precise retornar para o ambiente hospitalar. Então, conseguimos identificar mais rápido os problemas individualmente”, afirmou a enfermeira Assistencial do Ambulatório, Vanessa Savino.

De acordo com Savino, o paciente é reavaliado a cada vez que vai para a consulta ambulatorial, e o trabalho conjunto com a equipe multiprofissional do hospital, acelera o processo de recuperação desse paciente. “Uma pessoa que não consegue entender a importância de um antibiótico, não vai evoluir como a gente espera, daí a necessidade da orientação do farmacêutico. O mesmo cuidado acontece com todos os profissionais responsável pelo atendimento. Conseguir enxergar essas múltiplas necessidades e direcionar para a equipe adequada é fundamental”, ressaltou.

Fonoaudiologia

Leandro de Souza Lima, de 35 anos, engenheiro de controle e automação, é um dos pacientes que já está sendo beneficiado pelo ambulatório de Fonoaudiologia. Ele deu entrada na Unidade para fazer tratamento de caráter ortopédico, porém durante o atendimento da equipe multidisciplinar, foi identificado que ele precisava também de cuidados fonoaudiólogicos. 

“Ele apresentava disfonia, dificuldades para respirar, ficava muito cansado para falar, não estava conseguindo ingerir alimentos sólidos. Então, além de fazer o acompanhamento dele, eu o encaminhei para uma consulta com o Otorrino, onde foi identificada uma paralisia na corda vocal à direita, e encaminhei também para consulta com a cirurgia torácica”, explicou a fonoaudióloga do Hospital Galileu, Kamilla Franco.

Após a cirurgia ortopédica, motivo da entrada de Leandro na Unidade, ele recebeu a esperada alta hospitalar. Porém, o tratamento com a fonoaudióloga continuou no ambulatório. “Foi muito importante para mim porque lá fora ia ser difícil encontrar um tratamento específico como esse e já com todo o acompanhamento que tive aqui. Só tenho a agradecer a toda equipe”, declarou ele que agora já consegue se alimentar melhor e tem apresentado melhora na respiração e na fala.

“Senão fosse esse acompanhamento eu ia ficar jogado, porque eu não tenho plano de saúde, então praticamente o tratamento ia acabar quando eu recebesse a alta hospitalar”, frisou Leandro.

Assim como Leandro, diversos pacientes da Unidade já recebem esse acompanhamento, que é essencial para usuários submetidos às cirurgias de reparo de estenose e traqueia e, também, para idosos com presbifagia e trauma de face.

Farmácia

Ao mesmo tempo, o ambulatório de Farmácia, que surgiu dentro do projeto da equipe Multidisciplinar, vem sendo estendido para outras especialidades. O objetivo é trabalhar na prevenção e conscientização do paciente como forma de evitar reinternações, que acarretariam em prejuízos para o usuário e para o hospital. 

“Verificamos se o tratamento precisa ser continuado, se está sendo eficaz e se o paciente está cumprindo tudo que é determinado para que a terapia seja efetiva ao final. Há muitos casos em que, ao ver uma melhora, a pessoa descontinua o tratamento, mas internamente aquilo ainda não cicatrizou, e a gente atua exatamente nesses casos, na conscientização da terapêutica até o final da prescrição médica”, disse o coordenador de Farmácia, Heraldo Diones.

O ambulatório de Farmácia funciona uma vez por semana, sempre às segundas-feiras. Enquanto o de Fonoaudiologia acontece às segundas, quartas e sextas.

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