Hospital Estadual São Lucas recebe selo mundial de sustentabilidade

O Hospital Estadual São Lucas, em Vitória, foi o primeiro do Estado a receber o selo “Materiality Disclosures”, concedido pela Global Reporting Initiative (GRI), uma entidade sem fins-lucrativos sediada na Holanda, que estimula e reconhece, em escala mundial, a inclusão de práticas sustentáveis em organizações públicas, privadas e do terceiro setor.

A cerimônia de entrega aconteceu na tarde desta quinta-feira (14), no auditório do hospital, e contou com a presença do presidente do Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo, Carlos Magno Pretti Dalapicola, do presidente da Associação Médica do Espírito Santo, Carlos Alberto Gomes dos Santos, a representante da Gerência Controle, Monitoramento e Avaliação de Serviços de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Iara Lage, além de diretores e colaboradores do hospital.

O hospital recebeu a versão mais atual do selo, conhecida como GRI-G4. Este reconhecimento foi obtido a partir da produção do Relatório de Sustentabilidade, documento que contém um relato das ações sustentáveis realizadas no hospital, durante o ano de 2016. “Todo nosso esforço é para consolidar uma cultura sustentável entre os colaboradores que trabalham aqui no Hospital Estadual São Lucas”, disse o diretor-geral da unidade hospitalar, Paulo Santos.

Ainda de acordo com Paulo, o olhar sustentável está presente em todas as ações feitas na unidade. O planejamento das atividades do hospital sempre considera a possibilidade de reaproveitamento ou a utilização consciente dos recursos. Ele disse ainda que por todo o hospital, é possível notar a prática de iniciativas sustentáveis, que envolvem o equilíbrio econômico, ambiental e social.

“Ações que visam o respeito ao trabalhador e à comunidade, o cuidado permanente com a qualidade do atendimento e o próprio monitoramento das nossas atividades também fazem parte dessa cultura sustentável que estamos construindo no hospital”, observou.

Um dos exemplos que envolvem essa dinâmica refere-se ao consumo de água e energia elétrica. “São duas despesas importantes. Instalamos sensores de presença que apagam a luz automaticamente quando não há pessoas no ambiente, e estamos finalizando a instalação de 100% das luminárias por led”, disse.

Ele acrescentou que a redução do consumo e o combate ao desperdício permitem diminuir o impacto ambiental. “Por isso, ter o envolvimento consciente dos colaboradores é essencial.”

O consultor de Sustentabilidade do hospital, Rodrigo Henriques, destacou que o selo da GRI é emitido para instituições que focam suas ações em práticas que minimizam impactos ambientais, econômicos, sociais e, consequentemente, contribui para o desenvolvimento sustentável do mundo, e lembrou que no Brasil, somente seis hospitais possuem o selo GRI-G4. “O Hospital São Lucas está na 19º posição em todo o mundo”, destacou.

No relatório de sustentabilidade do hospital, há informações sobre consumo de energia, desempenho assistencial, como dados de realização de exames clínicos e atendimentos aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

A assistente administrativa da Sustentabilidade do hospital, Nanndara Alves Nonato, explicou que no documento também constam atividades internas, com o objetivo de conscientizar colaboradores, pacientes, acompanhantes e visitantes sobre o consumo consciente de copos descartáveis, água, luz e papel para impressão.

“Em 2016, conseguimos reduzir em aproximadamente 4,5% o consumo de energia elétrica, em comparação ano de 2015”, afirmou.

 

Sustentabilidade no hospital

Para consolidar as ações, o Hospital Estadual São Lucas criou, em junho de 2016, o Comitê de Sustentabilidade, envolvendo profissionais distribuídos nas áreas assistenciais e administrativas.

Para alcançar esse objetivo, o Comitê desenvolveu ações simultâneas em seis campos de atuação: consumo racional de recursos hídricos, energéticos, impressos, materiais de uso dos pacientes, medicamentos e demais atividades gerais de consumo consciente, além de encontros que estimulavam a preservação do patrimônio público. 

“O selo do GRI é uma conquista dos profissionais que atuam no Hospital Estadual São Lucas. O relatório GRI também expressa outra característica do hospital, que a transparência em suas ações, permitindo que a sociedade tome ciência do trabalho que é realizado dentro da instituição. Quando notamos o engajamento dos profissionais e dos usuários, notamos uma mudança de cultura e o compromisso de todos com a geração futura e o planeta”, comentou Paulo Santos.

 

Sobre o Hospital São Lucas

Mantido pelo governo estadual, o Hospital Estadual São Lucas é administrado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, por meio de um contrato de gestão firmado com a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), desde dezembro de 2015.

A unidade hospitalar possui 465 médicos atuando nas especialidades de ortopedia, neurocirurgia, neurologia, cirurgia vascular/angiologia, cirurgia geral, anestesiologia, cirurgia torácica, cirurgia bucomaxilofacial, terapia intensiva, clínica médica, nefrologia, infectologia, nutrologia.

São 40 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 14 de Unidade de Alta Dependência de Cuidados (UADC) e 121 leitos de enfermaria, ambulatório de especialidades cirúrgicas para pacientes que necessitam de reavaliações, serviço de imagem com RX, tomografia, ultrassonografia, ecocardiografia, ecodoppler, endoscopia e colonoscopia, além de serviço de Urgência e Emergência, que funciona 24 horas.

Os pacientes também podem contar com uma equipe multiprofissional durante a reabilitação dos pacientes: enfermeiros, técnicos em Enfermagem, terapeutas ocupacionais, psicólogos clínicos, assistentes sociais, nutricionistas clínicas, assistentes sociais, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

Segundo o Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), nos últimos seis meses de 2017, o hospital atingiu o índice de 95% de satisfação.

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