HEGV participa do projeto ‘Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”

O Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), no Rio de Janeiro, está participando do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, do Ministério da Saúde, através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS). O objetivo principal, no prazo de três anos, é reduzir em 50% as infecções relacionadas à assistência nas UTI’s, como a infecção da corrente sanguínea ligada ao uso de cateter venoso central e a pneumonia associada à ventilação mecânica.

No final de 2017, o Ministério da Saúde selecionou 120 hospitais públicos brasileiros com o intuito de orientar os profissionais de saúde quanto às melhores práticas para o cuidado com a segurança do paciente. Neste projeto, todos os hospitais deverão seguir os mesmos protocolos e indicadores propostos pelos hospitais de excelência: Hospital Moinhos de Vento (RS); Hospital Alemão Osvaldo Cruz (SP); Hospital Beneficência Portuguesa (SP); Hospital do Coração (SP); Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e Hospital Sírio Libanês (SP). Este último ficou responsável por capacitar e monitorar todo o trabalho da equipe do HEGV.

Nos dias 23 e 24/04, uma Sessão de Aprendizagem Presencial (SAP), no Hotel Wyndham, em São Paulo, reuniu todos os participantes deste projeto. A equipe do HEGV foi representada pela gerente de enfermagem, Eliane Casanova, a coordenadora médica do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), Sylvia Pavan, a coordenadora de enfermagem de CTI, Maria Luciane de Carvalho, e o enfermeiro do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP), Leandro Martins.

Durante o evento, os profissionais de saúde de todos os hospitais responderam um questionário sobre medidas e normas que já são aplicadas nas unidades. Dos 120 hospitais, o HEGV ficou entre os 30 primeiros colocados. Para o enfermeiro do NQSP, Leandro Martins, neste projeto o grande diferencial é que todos ensinam e aprendem. “Além dos quatro encontros presenciais por ano, acontecem também as sessões de aprendizagem virtual e estamos o tempo todo conectados com a equipe do Hospital Sírio Libanês. Todo este conhecimento já está sendo multiplicado dentro do HEGV, com palestras e treinamentos in loco”, destacou.

Para a coordenadora médica do SCIH, Sylvia Pavan, este é um dos maiores eventos de qualidade e segurança do paciente do país. “Este método baseia-se na adaptação e multiplicação de um conhecimento já testado, o que trará muitos benefícios para todos os hospitais. Quanto maior a redução do número de infecções, menor também será o tempo de internação do paciente, o que resulta em menos óbitos, menos insumos e menos despesas hospitalares”, ressaltou.

Segundo dados do projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, esta medida prevê a redução de R$ 1,2 bilhão de gastos com tempo de permanência do paciente nos leitos e com a utilização de insumos, e principalmente, pode salvar 8.500 vidas nas UTIs dos hospitais participantes.

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