Congresso debate reconstrução de modelos de parcerias de entidades filantrópicas, com foco na sustentabilidade

No segundo dia do 26º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares e de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, que está sendo realizado em Atibaia (SP), o debate abordou as bases para a reconstrução dos modelos de parceiras, com foco na sustentabilidade das unidades de saúde filantrópicas. Realizado pela Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), o evento recebe o apoio da Pró-Saúde.

Maria do Carmo, assessora da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, falou sobre os eixos e as parcerias da Política Nacional de Atenção Hospitalar. Ela destacou outro papel importante das unidades de saúde. “Qualquer hospital minimamente qualificado pode ser fonte de ensino e pesquisa”, disse. Também ressaltou que a contratualização é um processo solidário que proporciona benefícios mútuos e defendeu mais objetividade na formulação dos contratos.

Kátia Ferraz Santana, atualmente secretária Municipal de Saúde de Marília (SP), propôs uma reflexão sobre a contratualização a partir de uma ação conjunta entre os gestores de saúde e os administradores de unidades hospitalares. Ela defendeu que os hospitais de pequeno porte repensem sua vocação e disse que o CEBAS (Certificado das Entidades Beneficentes de Assistência Social na Área de Saúde) seja visto como uma política estratégica para os serviços de saúde oferecidos pelas entidades filantrópicas e não apenas como uma ação de isenção.

O diretor administrativo João Marcos Bustamante Romain falou sobre sua experiência na gestão da Santa Casa de Guaratinguetá (SP) e compartilhou a experiência na profissionalização da gestão. “O prestador de serviços e o gestor têm de ter sintonia e disposição para construir uma relação de parceria, visando à qualidade da assistência oferecida aos pacientes”, afirmou.

Ana Maria Malik, professora Titular da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, apresentou um conjunto de dados apurado por meio de pesquisas sobre o perfil de unidades de saúde filantrópicas no Estado de São Paulo. Ela abordou o tema “O Financiamento dos Hospitais na Contratualização – O que o mercado observa de tendência para uma relação de confiança e remuneração”. A professora fez uma avaliação crítica da saúde pública ao defender que, somente com uma gestão eficaz será possível promover a sustentabilidade na prestação de serviços para a comunidade.

O evento também contou com a apresentação, feita pelo Ministério da Saúde, das políticas de incentivo para a qualificação da gestão hospitalar, além dos fóruns temáticos que trataram de temas como inovações tecnológicas, comunicação e compras e suprimentos hospitalares sustentáveis.

Neste segundo dia de congresso, o diretor Administrativo e Financeiro da Pró-Saúde, Miguel Neto, o gerente de Novos Negócios, Lafaete Teixeira, a gerente de Filantropia, Regina Victorino, e a consultora técnica Ana Beatriz Farah participaram das atividades realizadas no congresso. “A gestão é um processo dinâmico que também se apoia na experiência diária. Cada unidade de saúde é um universo específico, com suas virtudes e desafios. Compartilhar essas experiências, como é a proposta do congresso, permite que todos possam ter acesso a novas soluções”, observou Miguel.

A programação segue nesta quinta-feira, dia 4/5, com debates sobre a governança no hospital e a interdependência interna, gestão de pessoas, qualidade e segurança do paciente e aspectos jurídicos da gestão.

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