Congresso da Fehosp destaca transparência e gestão de pessoas como estratégia para sustentabilidade das unidades de saúde

A defesa da transparência e a gestão de pessoas na administração de unidades filantrópicas de saúde esteve presente em todos os debates realizados durante o terceiro dia do 26º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, que termina nesta sexta-feira, 5/5, em Atibaia (SP).

O evento, realizado pela Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo), é apoiado pela Pró-Saúde.

O tema Governança no Hospital e a Interdependência Interna foi debatido em oito palestras. A superintendente Maria Lúcia Capelo Vides compartilhou a experiência do Hospital Edmundo Vasconcelos. Ela falou sobre os Desafios da Governança Corporativa no Segmento Saúde. “Nossa experiência em gestão está focada em alguns eixos que consideramos importantes: custo e orçamento; gestão de processos; transparência; e, sobretudo, gestão de pessoas”, afirmou.

Arnaldo Bartalo Júnior, superintendente executivo dos hospitais da Beneficência Portuguesa de São Paulo, abordou o tema Interdependência Interna: Determinante para Promover a Sustentabilidade Hospitalar. Arnaldo expôs a estratégia que reverteu um quadro de déficit, registrado em 2013, para o superávit atual. “Foi preciso mobilizar e envolver todos os colaboradores no processo de mudança”, afirmou.

A terceira palestra foi ministrada por Márcio Fernandes, presidente da distribuidora de energia Elektro. Embora pertença a um outro ramo de atividade, ele cativou o público ao compartilhar a criação de uma cultura corporativa em que o colaborador é o centro indutor dos resultados alcançados por sua empresa. Márcio imprimiu uma cultura de gestão baseada na felicidade. “É preciso buscar o interesse genuíno de cada funcionário”, destacou ao abordar o tema O Que Podemos Aprender Com Outros Mercados.

Corpo Clínico e Gestão Hospitalar: Conflitos e Soluções, tema apresentado por Daniel Bonini, diretor-superintendente da Santa Casa de São Carlos também reforçou o papel da transparência no processo de gestão. “Alcançamos nossos objetivos ao desenvolver a responsabilidade corporativa, a equidade, uma prestação de contas transparente aliada a um plano de comunicação. É importante reforçar que essa estratégia foi aplicada em todas as situações, desde as mais simples às mais complexas”, explicou.

O consultor Eduardo Godoy Gibel falou sobre a padronização dos processos de compras realizados na Fundação Amaral Carvalho. Ele defendeu que uma boa gestão consegue otimizar custos. Paula Mello, gerente de Gestão de Pessoas da Santa da Casa de Araraquara, também reforçou o papel da transparência e a valorização dos colaboradores da instituição e disse que “todos fazem gestão de pessoas em uma unidade”.

Guilhermo Tabares Martinez, CEO da Avedian, revelou dados interessantes sobre unidades de saúde na América Latina. “Enquanto nos Estados Unidades, 90% dos hospitais são informatizados, nos países latino-americanos, esse percentual é de apenas 5%”, afirmou. Augusto Capodicasa, diretor administrativo da Santa Casa de Santos, finalizou a série de palestras ao abordar o tema A Governança no Hospital e a Interdependência Interna – Riscos e Resultados.

 

Pró-Saúde

No terceiro dia de congresso, a Pró-Saúde esteve representada pelo diretor de Operações, Jocelmo Pablo Mews; pelo diretor Administrativo e Financeiro, Miguel Neto; pela gerente de Filantropia Regina Victorino; por Lafaete Teixeira, um dos gerentes da Diretoria de Desenvolvimento; e pela consultora Ana Beatriz Farah.

Jocelmo, Miguel e Regina conversaram com o presidente da Fehosp, Edson Rogatti, e o parabenizaram pela realização do evento. “A presença, neste congresso, de tantos profissionais que atuam na gestão, reforça a importância que as entidades filantrópicas têm para a saúde pública brasileira. E a Fehosp cumpre um papel vital ao reunir e fortalecer esse segmento, que trabalha para dispor um atendimento de qualidade para as pessoas que mais precisam”, comentou Jocelmo.

Miguel destacou o tema do congresso deste ano: Interdependência: Reduzindo Fraquezas, Aumentando as Forças. “As unidades filantrópicas fazem parte de um contexto histórico e até cultural no serviço público de saúde do País, mas passam por um momento difícil, que é a escassez de recursos. Compartilhar experiências, sem dúvida, é um dos mais importantes para a união e o fortalecimento das entidades beneficentes”, observou.

Regina, que neste terceiro dia de congresso participou do fórum jurídico, acrescentou que a gestão é uma prática que deve seguir em sintonia com a legislação. “Vivemos um período muito dinâmico de atualização e aperfeiçoamento das leis. As unidades filantrópicas precisam estar atentas às mudanças. Esse processo de profissionalização e sustentabilidade passa, invariavelmente, pela segurança jurídica em todas as atividades”, explicou.

O congresso termina nesta sexta-feira, 5/5, com o debate sobre ética e transparência como novos pilares da governança.

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