Colaboradores do HMMC recebem treinamento durante 1ª Semana de Farmácia Hospitalar

A 1ª Semana de Farmácia Hospitalar da Pró-Saúde no Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), em Mogi das Cruzes (SP), realizada entre os dias 21 e 25 de janeiro, contou com palestras, treinamentos e um cine pipoca, que encerrou a iniciativa. O evento se pautou no Terceiro Desafio Global de Segurança do Paciente – Medicamento sem danos, lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em março de 2017. A proposta tem o objetivo de reduzir em até 50% os danos evitáveis associados a medicamentos, em um período de cinco anos.

A iniciativa teve três principais focos: os nomes semelhantes de medicamentos, drogas de alto alerta (são os remédios que possuem risco aumentado de trazer danos aos pacientes se utilizado de maneira incorreta), além da farmacovigilância, que são as ações de detecção e prevenção dos efeitos adversos e outros problemas associados à medicação.

A coordenadora de Farmácia do HMMC, Ariane Reis, destacou a importância de realizar o evento que mobilizou todos os colaboradores da parte assistencial da unidade. “Encerramos a Semana de Farmácia com uma sensação bem positiva, de dever cumprido. Foi um evento onde trabalhamos bastante a segurança do paciente e também o papel do farmacêutico para auxiliar toda a equipe médica e assistencial”, destacou.

O evento celebrou o Dia do Farmacêutico, comemorado no último dia 20.  “Trabalhamos in loco com a equipe assistencial falando sobre erros de medicações, erros de prescrições e segurança na administração de medicamentos. Debatemos muito sobre farmacovigilância, nomes semelhantes e drogas de alto vigilância, que são os medicamentos que também requerem mais cuidados, pois podem causar grandes impactos no paciente e até levar a morte”, ressaltou a coordenadora.  

Para encerrar a 1ª Semana de Farmácia Hospitalar, foi realizado um cine pipoca, que mostrou vídeos com casos reais de erros de medicações. “Esses casos ocorreram não só em hospitais públicos, mas também em privados. Mostrarmos o que foi aprendido com esses erros e o que está sendo feito hoje diante deles para que não voltem a acontecer. Sabemos que, globalmente, o custo que se tem com erro de medicação está em torno de 42 bilhões de dólares por ano”, acrescentou a farmacêutica.

Para a técnica de Enfermagem, Vera Lúcia Lino de Barros, a semana foi importante para mostrar os riscos associados aos medicamentos, se utilizados de maneira errada. “Os vídeos foram impactantes. Temos que nos colocar no lugar do paciente”, disse.