Clínica Médica do HEGV supera metas com atendimento humanizado

A Clínica Médica do Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), no Rio de Janeiro (RJ), tem inovado no conceito de 'round', que são reuniões diárias com a equipe assistencial para discutir sobre os pacientes internados. Na maioria dos hospitais, apenas os médicos participam dos 'rounds', onde são abordados os casos clínicos e também a conduta para cada caso. Na Clínica Médica do HEGV, o grande diferencial, é que todos os profissionais têm voz ativa nessas reuniões. Além dos médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, farmacêuticos e residentes têm a oportunidade de falar sobre o paciente que acompanham diariamente.

O coordenador da Clínica Médica do HEGV, o médico Herbert Gonçalves Krettli ressalta que a participação da equipe multidisciplinar é fundamental para que o médico possa traçar a conduta correta. “Esses profissionais, com o conhecimento especializado de suas áreas, somado a avaliação médica, trazem grandes benefícios e resultados ao tratamento dos pacientes. Em nenhum momento, há necessidade de antecipação de alta. O paciente se sente acolhido, o que resulta em um tratamento mais eficiente e com menos tempo de internação”, afirmou o coordenador.

Ele também esclarece que, por causa dessa eficiência nas altas, há uma maior rotatividade de leitos. Com isso, o paciente que estava na Emergência, por exemplo, pode ir para a Clínica Médica em um menor espaço de tempo. O coordenador da Emergência, Clavio Luiz Ribeiro Filho, médico que trabalha no HEGV há 30 anos, confirma e reforça essa informação. “O Getúlio Vargas é um hospital de porta aberta, que acaba recebendo todo tipo de paciente. Alguns casos resolvemos aqui mesmo na Emergência, mas outros necessitam de internação. Com o leito da Clínica Médica desocupado, o paciente que precisa de hospitalização, acaba ficando menos tempo na Emergência”, acrescentou o médico.

Esse trabalho, no HEGV, começou em maio de 2016, com o intuito de fornecer um atendimento mais humanizado para os pacientes dos 82 leitos da Clínica Médica. A fisioterapeuta Cynthia Marinho explica que, antes, sem o 'round', o profissional da equipe multidisciplinar, que tinha alguma observação sobre o paciente, conversava diretamente com o médico. “Não havia essa conexão com a equipe. Hoje há uma maior interação entre os colaboradores, que estão mais unidos e podem discutir juntos sobre o mesmo caso. Tudo isso foi muito positivo, tendo sempre como objetivo, a assistência e recuperação do paciente.”, destacou a fisioterapeuta.

Outra preocupação é que o paciente saia da unidade com todas as informações sobre o tempo em que ficou internado. A coordenadora adjunta da Clínica Médica do HEGV, a médica Bruna Scalco, ressalta que, antes de deixar o hospital, o paciente recebe um resumo de alta. “Esse documento é de suma importância para o acompanhamento posterior do paciente pela clínica de saúde da família ou especialidades encaminhadas. Com essas informações, torna-se possível o atendimento pós-alta do paciente na rede de saúde”, esclareceu.

Nos 'rounds' da Clínica Médica do HEGV, toda a equipe refere-se ao paciente chamando-o pelo nome, o que também torna esse processo mais humanizado. “O profissional se sente valorizado, consegue acompanhar melhor o caso e ainda estabelece laços com pacientes e familiares”, afirmou o coordenador da Clínica Médica do HEGV, o médico Herbert Gonçalves Krettli.

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