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Portal Amazônia - Especialistas discutem transplantes na Amazonia Legal

 

BELÉM - A falta de doação de órgãos ainda é um dos maiores entraves à realização de transplantes, principalmente quando os familiares recusam a retirada dos órgãos de um possível doador. Essas e outras questões relacionadas ao assunto foram levantadas durante o Encontro de Transplantes da Amazônia Legal, realizado na Clínica Uronefro, por iniciativa do Instituto do Rim de Belém, com apoio da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO) da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). 

O evento reuniu especialistas de renome em transplante, como os médicos José Medina Pestana, presidente do Conselho da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), e Valter Duro Garcia, pioneiro e referência nacional na construção do sistema de transplantes e coordenador de transplante renal da Santa Casa de Porto Alegre (RS). Além deles, também estiveram presentes  profissionais de saúde de diversas áreas, envolvidos com transplantes na Amazônia Legal, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do Maranhão.

"Transplante é uma grande conquista da sociedade. O Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes realizados e também o que tem o maior programa voltado a esse tipo de cirurgia. Essa é uma conquista alcançada nos últimos dez anos", informou Medina Pestana.

Durante o encontro foram discutidos diversos temas, como sorologia, tipagem imunológica e medicamentos, entre outros. "Em nossa região o número de doações de órgãos ainda é baixo, o que consequentemente diminui o índice de transplantes. O intuito é unir forças para entender essa problemática e desenvolver estratégias para mudar o atual cenário", afirmou a coordenadora da Central de Transplantes da Sespa, Ana Beltrão.

Rede 

No Pará, são realizados os transplantes de rim e córnea nos hospitais Ophir Loyola (córnea e rim), Saúde da Mulher (somente rim, porém a instituição já está credenciada a fazer o de medula óssea para convênios e particulares), Betina Ferro (córnea pelo SUS), Clínica Cinthia Charone (córnea privado e SUS), além de algumas clínicas privadas credenciadas para transplante de córnea.

Em Santarém, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e da rede privada, é feita a captação de córneas para transplantes. Também já está credenciado o transplante renal no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), processo que se encontra em fase de finalização.

A captação ocorre principalmente em Belém e Santarém, em locais onde é possível fazer os procedimentos legais necessários, principalmente no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (90% dos casos). Outros hospitais necessitam criar condições para captação de múltiplos órgãos, como por exemplo fazer o diagnóstico de morte encefálica conforme a Resolução 1.480/ 1997 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Os dados sobre transplantes e doação no Pará mostram que em 2015 foram registrados 23 doadores de múltiplos órgãos, 49 de córneas, 53 transplantes renais e 182 de córneas, totalizando 307 doadores. No entanto, na lista de espera do mês de dezembro havia 533 receptores para transplante de rim e 1.044 para transplante de córnea. 

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