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Agência Pará - Metropolitano e Galileu promovem campanha educativa contra acidentes de trânsito

 

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) e o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG) promoveram nesta quinta-feira, 4, uma ação de conscientização voltada aos usuários e também ao publico externo das duas instituições, denominada "Dia D", para prevenção de acidentes no trânsito. A programação foi aberta com uma palestra ministrada pela residente multiprofissional de Enfermagem em Urgência e Emergência no Trauma do HMUE, Thyéli Brelaz, destacando as sequelas que, em alguns casos, podem ser definitivas.  

“Nosso objetivo é trabalhar a conscientização. Ainda observamos muitos casos de pessoas que provocam acidentes de trânsito por dirigirem alcoolizadas, sem falar nos casos recorrentes de motociclistas que transitam e até conduzem outras pessoas sem capacete. Atendemos constantemente acidentados com esses perfis”, ressaltou Thyéli.

Os índices de acidentes costumam aumentar principalmente nos períodos de festividades ou de feriados prolongados, como é o caso do Carnaval, marcado pelo elevado consumo de bebidas alcoólicas. Para evitar que as estatísticas negativas se consolidem, a campanha educativa reforçou cuidados como o uso do cinto de segurança, de capacete e outros equipamentos de proteção pelos ciclistas, além do respeito às leis de trânsito. 

Os traumas físicos, sociais e psicológicos decorrentes desse tipo de acidente, destacados na palestra, despertaram interesse no público. "Conheço pessoas que passaram por isso, então é algo próximo da minha realidade”, contou a dona de casa, Ana Carla Silva, que participou a programação.

Milena Pinto de Souza é usuária do transporte coletivo e acredita que a população ainda precisa ser melhor orientada. “Vejo imprudências de todos os lados. Observo motoristas falando no celular a todo momento, desrespeito aos pedestres e ciclistas entã, nem se fala”, relatou ela.

A campanha também reforça o caráter de humanização no atendimento extra-hospitalar, fortalecendo o diálogo com a comunidade. “A ideia surgiu a partir de um processo que o Hospital Metropolitano e o Hospital Galileu desenvolvem, no sentido de levar informação ao público em geral. É importante fazer um trabalho de orientação para prevenir e reduzir os números de acidentes”, defendeu a coordenadora de Humanização do Hospital Metropolitano, Roberta Cardins.

Referência em atendimento de urgência e emergência no Pará, o Metropolitano recebeu, nos últimos dois anos, um total de 15.258 pacientes vítimas de acidente de trânsito. Os mais frequentes envolvem motos e respondem por 44% dos registros de 2015, seguido por colisão (33%), atropelamento (17%) e acidentes com bicicleta (6%). 

O Hospital Galileu, por sua vez, tem a missão de desafogar a demanda do HMUE. Para isso, destina cinquenta de seus leitos a pacientes encaminhados pelo Metropolitano, onde começa o processo de reabilitação e tratamento das lesões que terá continuidade no Galileu.

A coordenadora de Humanização do hospital, Aline Sampaio, destacou que a readaptação é um processo que exige envolvimento de uma equipe multiprofissional. “A humanização é imprescindível ao processo de adaptação do paciente às novas circunstâncias que se apresentam após um acidente. Por meio das rodas de conversa, visita às enfermarias e outras atividades procuramos trabalhar essa questão”, explicou.

“Trabalhamos com palestras preventivas, buscando orientar a nossa clientela. Como o CAPSI atende jovens de até 18 anos, acompanhados dos pais, acabamos por ampliar o alcance dessa ação. O grande índice dos acidentes de trânsito, em especial os que envolvem motos, serve para alertar principalmente os jovens sobre a importância da prevenção”, destacou a coordenadora do Centro de Apoio Psicossocial Infanto-juvenil (CAPSII) em Ananindeua, Elizabeth Moreira.

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