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Agência Pará - Hospital Metropolitano reduz consumo de antibióticos na unidade

 

 

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE) conseguiu reduzir a utilização de antibióticos na unidade. Comparando os segundos semestres de 2014 e 2015, o hospital otimizou o custo em 23%. Se a análise for para a relação paciente e dia, a redução foi ainda mais significativa: 32,75%.

A ação foi desenvolvida pelas equipes do setor de Farmácia e da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) que adotaram a dispensa racional de medicamentos, baseado na certeza que o uso indiscriminado de antibióticos é prejudicial ao usuário, acarretando resistência bacteriana. Foi feito, portanto, um fluxo de trabalho em que se impede a saída exagerada dos medicamentos.

Segundo o diretor administrativo e financeiro do HMUE, Itamar Monteiro, o plano foi frear o consumo de forma a não criar nenhum tipo de prejuízo aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “Conseguimos conscientizar sobre a importância do uso racional do antibiótico e assim, esclarecer que qualquer medicamento em alta dosagem não é benéfico”, destacou o diretor.

A ação adotada no HMUE, conforme explicou a coordenadora farmacêutica Keyla Lima, teve como medida principal reformular a distribuição de antibióticos, no qual cinco deles se tornaram restritos, ocorrendo liberação apenas mediante a senha. Com isso, o processo se tornou ainda mais rígido. Além disso, o uso é mais restrito porque a prescrição ficou ligada e intermediada pelas médicas do CCIH. “Se a CCIH estiver de acordo, a senha é liberada. No momento em que a CCIH libera a senha, o laudo é encaminhado para a farmácia e é feito uma consulta, semelhante ao do CCIH. Só então, liberamos o medicamento”, explicou a profissional.

A infectologista e coordenadora da CCIH do Hospital Metropolitano, Vanessa Santos, ressaltou que a diminuição do uso de antibióticos é uma preocupação global, e o hospital repensou sua política interna. “Estamos vivendo uma era de resistência bacteriana, então, os hospitais formam um plano de racionalização. A preocupação é de evitar a proliferação de germes multirresistentes”, garantiu.

Vanessa Santos também comentou sobre a nova rotina da prescrição de um antibiótico. “Ao preencher a prescrição do paciente, o médico também faz a ficha de antimicrobiano. Lá, ele apresenta os motivos para uso da medicação fornecendo para a CCIH informações a mais que justifiquem o uso do antibiótico”, disse. “É um contato obrigatório em que se discute o caso. Avalia-se a indicação, a questão do tempo, o que também é uma medida de educação permanente”, ponderou a médica infectologista Vanessa Santos.

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